Um alerta vermelho de tempestade colocou parte do Centro-Sul do Brasil em atenção nesta quinta-feira, 10 de setembro de 2026. O aviso de “grande perigo” alcança o sul de Mato Grosso do Sul, áreas do Paraná e de Santa Catarina e o extremo noroeste do Rio Grande do Sul. A previsão também indica continuidade da instabilidade na sexta-feira, 11, com avisos de diferentes níveis conforme a região.

Como a área de um aviso pode mudar ao longo do dia, a orientação mais segura é consultar o mapa oficial do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), procurar o município e conferir o horário de validade. Alertas municipais da Defesa Civil complementam essa informação e podem trazer instruções específicas para cada local.

Quais áreas estão no alerta vermelho de tempestade?

O boletim do Inmet cita municípios do extremo sul de Mato Grosso do Sul, como Paranhos, Amambai, Iguatemi, Mundo Novo, Itaquiraí e Naviraí. No Sul, aparecem cidades de diferentes áreas do Paraná, como Umuarama, Guaíra, Toledo, Cascavel, Campo Mourão, Maringá, Guarapuava, Ponta Grossa, Palmas, Pato Branco, Francisco Beltrão e Foz do Iguaçu.

Em Santa Catarina, a relação inclui municípios como Dionísio Cerqueira, São Miguel do Oeste, Chapecó, Joaçaba e Caçador. No Rio Grande do Sul, o aviso alcança pontos do extremo noroeste, entre eles Frederico Westphalen e Nonoai. Outras cidades podem estar em faixas laranja ou amarela, por isso a busca pelo nome do município no painel do Inmet é indispensável.

O que significa alerta vermelho do Inmet?

O sistema usa três níveis principais. O amarelo indica perigo potencial; o laranja, perigo; e o vermelho, grande perigo. A cor não informa que um dano ocorrerá em toda a área demarcada. Ela representa a severidade esperada, a probabilidade do fenômeno e o potencial de impacto dentro do período do aviso.

Nesta ocorrência, o Inmet aponta possibilidade de chuva intensa, rajadas fortes, granizo e tempo severo localizado. O órgão ressalta que não é possível determinar com muita antecedência o ponto exato de eventos extremos. Isso explica por que um município pode permanecer sob alerta mesmo quando o céu ainda parece estável.

Como se preparar para tempestade, vento forte e granizo

  • Confira telhado, calhas e objetos soltos em quintais, sacadas e varandas antes da piora do tempo.
  • Evite estacionar ou permanecer perto de árvores, placas, postes e estruturas frágeis durante rajadas.
  • Não atravesse ruas alagadas, mesmo de carro. A profundidade e a força da água podem ser maiores do que parecem.
  • Mantenha celular carregado, documentos protegidos e uma lanterna acessível caso falte energia.
  • Durante descargas elétricas, procure uma construção fechada e acompanhe os canais oficiais.
  • Se a Defesa Civil emitir ordem de retirada, siga a rota indicada e não volte antes da liberação.

Por que o tempo ficou tão instável?

Segundo o Inmet, uma região alongada de baixa pressão, chamada cavado, atua em conjunto com ventos que transportam umidade pelo interior do continente. Em níveis altos da atmosfera, a corrente de jato subtropical ajuda a criar condições para nuvens de grande desenvolvimento vertical. A combinação favorece chuva volumosa, trovoadas e rajadas.

O boletim também menciona potencial localizado para microexplosões, granizo e tornados. Isso não significa que esses fenômenos ocorrerão em todas as cidades. A previsão identifica um ambiente favorável e exige acompanhamento contínuo de radar, satélite e alertas de curto prazo.

Como saber se o alerta ainda está valendo na minha cidade?

Acesse o painel de avisos do Inmet, selecione o estado e abra o alerta que cobre o município. Leia o início e o fim da validade, os riscos descritos e as instruções. Também vale cadastrar o CEP nos canais oficiais de alerta da Defesa Civil disponíveis na sua região.

Fontes consultadas: previsão do Inmet para 10 e 11 de setembro e painel oficial de avisos meteorológicos. Informações conferidas em 10 de setembro de 2026.