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Choro no tribunal: Monique quebra silêncio e faz acusação chocante sobre morte de Henry

Choro no tribunal: Monique quebra silêncio e faz acusação chocante sobre morte de Henry

Mãe do menino de 4 anos nega ter mandado babá apagar provas e aponta padrasto como culpado

Redação
Redação

2 de junho de 2026 ·

Ela chegou ao tribunal com o rosto fechado, mas bastou o nome de Henry ser mencionado para que as lágrimas viessem. Pela primeira vez, Monique Medeiros olhou para o ex-vereador e disse: "Ele matou meu filho".

No 2° Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, nesta terça-feira (2), a mãe de Henry Borel fez questão de desmontar, ponto a ponto, a versão apresentada pela babá Thayná de Oliveira Ferreira no último domingo (31). Enquanto falava, o silêncio na sala era absoluto.

O que a babá disse que Monique nega com força total

Thayná afirmou que, após a morte do menino de 4 anos em março de 2021, Monique teria obrigado ela a apagar todas as mensagens que trocavam e a mentir para proteger a imagem dos réus. A declaração parecia um golpe duro contra a defesa da mãe.

Mas Monique foi direta: "Nunca pedi nada disso a ela." A ré negou qualquer orientação para suprimir provas e jogou a responsabilidade de volta para o padrasto, Jairo de Souza Santos, o Jairinho.

O momento que fez o júri prender a respiração

Enquanto descrevia a noite de 8 de março de 2021, Monique revelou um detalhe assustador: ela acredita que foi dopada por Jairinho sem saber. "Eu estava com uma confusão mental, não conseguia entender por que meu filho estava desacordado", disse, com a voz embargada.

Segundo ela, foi o ex-vereador quem a chamou até o quarto, alegando ter ouvido um barulho. "Ele disse que tinha colocado Henry na cama e que ele não estava respirando", contou. Ela só descobriu que Jairinho não havia tomado os remédios quando uma ex-namorada revelou que conversava com ele na madrugada da morte.

Julgamento histórico: o que vem por aí?

Esta quarta-feira (3) será dedicada aos debates. O Ministério Público terá 1h30 para acusar, seguido pela defesa. Os sete jurados — cinco homens e duas mulheres — decidirão o destino dos réus em voto sigiloso.

O que está em jogo agora não é apenas a liberdade de Monique e Jairinho. É a resposta que a Justiça dará a um caso que chocou o país. O julgamento já é o mais longo da história do Rio de Janeiro, e ninguém sabe quando terminará.

Enquanto isso, uma mãe chora no banco dos réus. E um menino de 4 anos clama por justiça.

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