Flávio Bolsonaro recebeu R$ 61 milhões de banqueiro preso para filme sobre o pai; veja o que ele disse

Flávio Bolsonaro recebeu R$ 61 milhões de banqueiro preso para filme sobre o pai; veja o que ele disse

Mensagens revelam cobranças de Flávio a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que financiou o longa "Dark Horse" dias antes de ser preso.

Redação
Redação

13 de maio de 2026

Você já imaginou receber milhões de um banqueiro que, dias depois, tentaria fugir do país? Pois foi exatamente isso que aconteceu com Flávio Bolsonaro (PL). O senador e pré-candidato a presidente embolsou nada menos que R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro, o dono do Banco Master, para financiar um filme sobre a vida de Jair Bolsonaro.

A cobrança que virou prova

O Intercept Brasil revelou nesta quarta-feira (13) um detalhe de tirar o fôlego: mensagens de Flávio cobrando Vorcaro por parcelas atrasadas do projeto cinematográfico intitulado "Dark Horse". A conversa mais explosiva? A que ocorreu em 16 de novembro de 2025 – um dia antes de Vorcaro ser preso ao tentar fugir do Brasil.

No total, segundo o site, a negociação entre os dois chegava a impressionantes R$ 134 milhões. Mas os documentos mostram que, entre fevereiro e maio daquele ano, US$ 10,6 milhões (R$ 61 milhões) já haviam sido transferidos em seis operações.

O que Flávio disse (e depois desdisse)

Na manhã de quarta, quando questionado pessoalmente sobre o assunto, Flávio negou tudo com uma gargalhada. Horas depois, porém, com a publicação do site, ele foi às redes sociais para confirmar a negociação – mas sem admitir irregularidade. "Não há um único centavo do sr. Daniel Vorcaro em Dark Horse. E, ainda que houvesse, não haveria problema algum", escreveu.

O senador ainda tentou se justificar dizendo que seu papel se limitou "à cessão dos direitos de imagem da família e ao peso que seu sobrenome agrega na hora de atrair investidores".

O elo perigoso com o rombo bilionário

O mais chocante é o contexto: Vorcaro foi preso por operar um esquema que gerou um rombo de R$ 47 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). No dia seguinte à prisão, o Banco Central liquidou o Banco Master.

As conversas revelam "os profundos laços financeiros e a estreita relação entre o clã Bolsonaro e o banqueiro que se tornou o homem mais radioativo de Brasília", segundo o Intercept.

O que dizem os outros envolvidos

O deputado federal Mário Frias (PL), que também intermediou o acordo, se manifestou como produtor executivo do longa. Já a defesa de Vorcaro preferiu o silêncio: declarou que não se manifestará sobre o assunto.

Enquanto isso, a CPI do Banco Master segue em andamento. E você, leitor: acha que essa história ainda vai render mais capítulos bombásticos?

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