Funcionários da TSA podem receber salários após ordem executiva de Trump
Ordem presidencial tenta contornar impasse no Congresso que mantém agência de segurança em shutdown parcial.
Funcionários da Administração de Segurança nos Transportes (TSA) podem começar a receber seus salários a partir de segunda-feira, após semanas sem pagamento devido a um shutdown parcial do Departamento de Segurança Interna (DHS). A medida foi possibilitada por uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira (15).
A ordem direciona o secretário de Segurança Interna a usar fundos com "nexo razoável e lógico" com as operações da TSA para pagar os funcionários. Em comunicado, um porta-voz do DHS afirmou que a agência está "grata ao Presidente e ao Secretário por sua liderança para colocar dinheiro de volta nos bolsos dos funcionários da TSA que trabalharam sem pagamento".
Impasse no Congresso prolonga crise
Enquanto a ordem executiva tenta aliviar a situação, o impasse político no Congresso permanece. Na madrugada de sexta-feira, o Senado aprovou uma proposta para encerrar o shutdown, mas a legislação exclui verbas para operações de imigração. Para virar lei e garantir o pagamento definitivo, o projeto precisa ser aprovado pela Câmara dos Representantes.
Membros do Freedom Caucus, grupo conservador da Câmara, sinalizaram que não apoiarão a proposta do Senado. Eles desejam reinserir financiamento para a Agência de Imigração e Alfândega (ICE) e para a Patrulha de Fronteira no pacote de gastos. "O Senado poderia ser mais preguiçoso do que nos enviar um projeto que não faz o trabalho e depois sair da cidade?", questionou o deputado republicano Chip Roy, do Texas.
Impacto na segurança e nos viajantes
O shutdown parcial, que começou em 14 de fevereiro, já causou duas faltas de pagamento para os funcionários da TSA. Centenas de agentes pediram demissão e milhares faltaram ao trabalho, resultando em filas de horas em aeroportos por todo o país. A ordem executiva de Trump declara que as "circunstâncias atuais constituem uma situação de emergência" que compromete a segurança nacional.
Republicanos da Câmara também consideram uma medida provisória de financiamento de 60 dias para o DHS, mas o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, já declarou que tal proposta estaria "morta ao chegar no Senado".
A situação continua em desenvolvimento, com a incerteza sobre uma solução legislativa definitiva persistindo enquanto o Congresso entra em recesso.
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