O grito de socorro na Dutra: mulher resgatada após noite de agressões e cárcere em Taubaté

O grito de socorro na Dutra: mulher resgatada após noite de agressões e cárcere em Taubaté

Vítima de 37 anos foi salva por policiais rodoviários durante abordagem; ex-marido a mantinha presa e com celular roubado

Redação
Redação

23 de maio de 2026

Ela estava na garupa de uma moto, sendo levada contra a própria vontade. Quando a Polícia Rodoviária Federal (PRF) fez a abordagem no km 117 da Via Dutra, em Taubaté, a mulher de 37 anos não hesitou: gritou por socorro e revelou que vinha sendo mantida em cárcere privado pelo ex-marido.

A cena aconteceu na manhã deste sábado (23). O homem, de 36 anos, não só a agredia como havia tomado o celular dela para impedir qualquer pedido de ajuda.

O resgate que começou com uma fiscalização de rotina

Os agentes da PRF realizavam uma operação de rotina na BR-116 quando pararam a motocicleta. Assim que o veículo foi abordado, a vítima contou que estava sendo obrigada a acompanhar o ex-companheiro contra a vontade. Ela passou a madrugada trancada na casa dele, após ser agredida na noite anterior.

Segundo o depoimento, no momento da fiscalização, o homem a levava novamente para algum lugar — e ela não sabia para onde. O desespero estampado no rosto foi o que chamou a atenção dos policiais.

Ferimentos confirmados e prisão em flagrante

O suspeito negou as agressões, mas não conseguiu explicar por que estava com o celular da ex-esposa. Após a denúncia, os policiais o prenderam em flagrante e levaram o caso para a Delegacia de Polícia Civil de Taubaté.

A mulher passou por exame médico, que confirmou ferimentos pelo corpo. A prisão foi mantida pelos crimes de cárcere privado e violência doméstica.

O caso expõe uma realidade brutal: muitas vítimas não conseguem pedir socorro porque os agressores controlam os meios de comunicação. Desta vez, o grito na estrada foi ouvido a tempo.

O homem permanece preso à disposição da Justiça. A mulher, agora, tenta recomeçar — longe das ameaças e das grades invisíveis que a prendiam.

Deixe seu Comentário
0 Comentários

Privacidade e Cookies

Utilizamos cookies para melhorar sua experiência. Ao continuar navegando, você concorda com a nossa política.