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Você já parou para pensar no caos que é a linha sucessória do Rio de Janeiro? Pois é, a situação é tão complexa que estamos falando de um desembargador no comando do estado — e isso pode mudar a qualquer momento.

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) acaba de jogar uma bomba no colo do Supremo Tribunal Federal (STF). O pedido é claro: querem que o deputado Douglas Ruas (PL), recém-eleito presidente da Casa, seja imediatamente empossado como governador interino do estado.

Mas calma, a história é ainda mais intrigante do que parece.

O embate pelo poder: quem manda no Rio agora?

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Atualmente, quem ocupa o Palácio Guanabara é o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). Ele assumiu o cargo após uma verdadeira queda de dominós na política fluminense.

Tudo começou quando Cláudio Castro (PL) renunciou em 23 de março para tentar uma vaga no Senado. O problema? Ele foi declarado inelegível pelo STF logo depois. Seu vice, Thiago Pampolha, também pulou fora ao virar conselheiro do Tribunal de Contas. E o então presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar? Preso sob suspeita de ligação com o Comando Vermelho.

Com esse cenário digno de novela, o comando caiu nas mãos de Couto. Agora, a Alerj argumenta que a situação é provisória e que Douglas Ruas, como novo presidente da Casa, tem o direito de assumir.

Uma eleição polêmica e a sombra do STF

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Mas a história de Douglas Ruas não é tão simples assim. Ele foi eleito presidente da Alerj no último dia 17 de abril em uma sessão marcada por protestos e ausências. Dos 75 deputados, apenas 45 apareceram: 44 votaram a favor e houve uma abstenção.

O Partido Democrático Trabalhista (PDT) já entrou com uma ação no STF pedindo a anulação dessa eleição. O partido alega que o modelo de votação aberta viola a Constituição e exige um novo pleito com voto secreto.

Enquanto isso, a Corte também analisa como será a sucessão definitiva para o governo do Rio, que termina em dezembro. O placar já tem maioria a favor de eleições indiretas, o que permitiria à própria Alerj escolher o novo governador. Mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista do ministro Flávio Dino.

O que esperar do futuro imediato?

Por enquanto, Ricardo Couto continua no cargo até que o STF bata o martelo. Mas a pressão aumenta: com Douglas Ruas já instalado na presidência da Alerj, a briga pelo controle do Executivo fluminense promete novos capítulos.

Uma coisa é certa: o Rio de Janeiro vive um momento político tão instável que a única certeza é a incerteza. E você, fica de olho nesse desfecho? Porque a decisão do STF pode mudar os rumos do estado da noite para o dia.