A luta de um guerreiro: piloto da Core baleado no RJ morre após meses de batalha

A luta de um guerreiro: piloto da Core baleado no RJ morre após meses de batalha

Felipe Marques não resistiu a uma infecção e faleceu neste domingo; esposa emociona com despedida

Redação
Redação

18 de maio de 2026

Você já imaginou enfrentar um tiro na cabeça, passar por meses de cirurgias e, quando tudo parecia caminhar, ser vencido por uma infecção? Essa foi a trágica realidade de Felipe Monteiro Marques, piloto da CORE/SAER do Rio de Janeiro.

O tiro que mudou tudo

Em março de 2025, durante uma operação na comunidade Vila Aliança, na zona oeste do Rio, Felipe foi baleado na cabeça. O impacto foi imediato: cirurgias neurológicas de alta complexidade e uma longa internação no CTI.

Meses se passaram. A família, os amigos e milhares de seguidores acompanhavam cada passo de sua recuperação, torcendo por um milagre. Mas o destino tinha outros planos.

A piora repentina e a infecção silenciosa

Na última sexta-feira (15), o quadro de Felipe sofreu uma grave piora. A esposa, Keidna Marques, comunicou nas redes sociais que ele precisou de medicações mais fortes para se estabilizar. O inimigo agora era invisível: uma infecção que tomou conta do corpo já debilitado.

"Ele passou a receber novos antibióticos, enquanto as equipes médicas mantinham acompanhamento intensivo", revelou a família. A luta era contra o tempo.

"Um guerreiro do início ao fim"

Neste domingo (17), Felipe não resistiu. A notícia caiu como uma bomba entre os seguidores e colegas de farda. Mas foi a despedida de Keidna que tocou o coração de todos.

"Hoje nos despedimos de alguém que deixou sua marca por onde passou. Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentando cada desafio com coragem, determinação e fé. Sua força inspirou, seu exemplo ficará e o seu amor permanecerá em nossos corações para sempre", escreveu ela, em uma mensagem que viralizou nas redes.

O legado que fica

Felipe Marques não foi apenas mais um número nas estatísticas da violência no Rio. Ele foi um homem que dedicou a vida a servir e proteger, e que lutou até o último suspiro. Sua história serve como um lembrete brutal do preço que muitos heróis anônimos pagam todos os dias.

Para a família, fica a dor da perda. Para o Rio, a memória de um piloto que voou alto até o fim.

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