A Air Canada anunciou nesta sexta-feira (18) a suspensão temporária de suas operações de Toronto e Montreal para o aeroporto John F. Kennedy (JFK), em Nova York. A medida, que entra em vigor em 1º de junho, é uma resposta direta ao aumento significativo nos custos do combustível de aviação no mercado global.
Segundo a companhia aérea, os voos das duas principais cidades canadenses para o JFK serão retomados apenas em 25 de novembro. A Canadian Broadcasting Corporation (CBC) detalhou que a suspensão afeta uma rota saindo de Montreal e três partindo de Toronto.
Contexto geopolítico impacta custos
A decisão reflete uma preocupação mais ampla do setor aéreo com a disparada nos preços do querosene de aviação. O fenômeno está ligado aos recentes conflitos entre Estados Unidos, Israel e Irã, que, mesmo sob um frágil cessar-fogo, causaram interrupções no fluxo de petróleo. A alta persiste mesmo após a reabertura do estratégico Estreito de Ormuz, anunciada pelo governo iraniano.
“Todos os clientes afetados serão contatados com opções alternativas de viagem”, afirmou um porta-voz da Air Canada. As alternativas incluem voos para outros aeroportos da região metropolitana de Nova York, como LaGuardia e Newark Liberty.
Mais cortes na rede de rotas
Além das suspensões para o JFK, a companhia implementará outros ajustes em sua malha aérea. A rota entre Salt Lake City, nos EUA, e Toronto será interrompida a partir de 30 de junho, com retorno previsto apenas para 2027.
O início das operações entre Guadalajara, no México, e Montreal também foi adiado. A empresa garantiu, no entanto, que manterá uma oferta robusta para a região de Nova York, com 34 voos diários partindo de seis cidades canadenses para os aeroportos LaGuardia e Newark.
Impacto acumulado e cenário futuro
O anúncio da Air Canada ilustra como as tensões geopolíticas no Oriente Médio continuam a ter um efeito cascata na economia global, atingindo setores como o de transporte aéreo. A volatilidade no preço do combustível, um dos maiores custos operacionais das companhias, força revisões de rentabilidade em rotas específicas.
Analistas do setor monitoram se outras empresas seguirão o mesmo caminho de suspensões temporárias caso a pressão sobre os custos não diminua nos próximos meses. A Air Canada não descarta revisões no cronograma de retomada das operações, dependendo da evolução do cenário de preços.