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Terremoto de 6,1 graus na Itália: o verdadeiro motivo pelo qual ninguém ficou ferido

Terremoto de 6,1 graus na Itália: o verdadeiro motivo pelo qual ninguém ficou ferido

Abalo sentido em três regiões, mas profundidade de 250 km evitou tragédia. Entenda como isso protegeu milhares.

Redação
Redação

2 de junho de 2026 ·

Você acordaria no meio da noite com a cama balançando. O chão treme, o vidro range. O coração dispara. Foi exatamente o que aconteceu com milhares de italianos na noite desta segunda-feira (1°). Um terremoto de 6,1 graus de magnitude atingiu o sul do país, e a primeira pergunta que vem à mente é: por que ninguém morreu?

O abalo que veio das profundezas

O fenômeno foi registrado no oceano, na região de Cosenza, na Calábria. O Instituto Nacional de Geofísica e Vulcanologia (INGV) confirmou: o tremor ocorreu a uma profundidade de 250 quilômetros. Para comparar, a crosta terrestre tem cerca de 30 a 50 km de espessura. Isso significa que o terremoto nasceu muito, muito fundo.

E é aí que mora o segredo da segurança. Quanto mais profundo o tremor, menor o impacto na superfície. A energia liberada se dissipa ao longo do caminho até chegar às cidades. Por isso, mesmo com magnitude considerada forte, o abalo foi sentido como um leve balanço — assustador, mas não destrutivo.

Onde o chão tremeu?

O terremoto foi percebido em três regiões: Calábria, Puglia e Sicília. As cidades mais próximas do epicentro — Cosenza (a 41 km), Lamezia Terme (48 km) e Catanzaro (72 km) — registraram relatos de moradores que sentiram o chão tremer. Mas, segundo o Departamento de Proteção Civil da Itália, não há qualquer relato de danos ou feridos.

O órgão já iniciou avaliações de possíveis prejuízos, especialmente na área do Mar Tirreno, em Cosenza. Mesmo assim, o cenário é de alívio. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) classificou o tremor como leve, embora forte o suficiente para ser sentido dentro de casas e prédios.

O que isso tem a ver com o Brasil?

Você pode estar se perguntando: por que devo me importar com um terremoto na Itália? Porque o mesmo fenômeno que aconteceu lá já foi sentido em São Paulo. Em maio deste ano, moradores de bairros como Perdizes, Pompeia e Lapa relataram tremores. A causa? Um terremoto no Chile, de magnitude 6,9, que viajou milhares de quilômetros e foi sentido na capital paulista.

De acordo com a Rede Sismográfica Brasileira, pessoas que moram em locais mais altos — como prédios ou bairros elevados — têm mais chances de sentir eventos desse tipo. O princípio é o mesmo: a energia sísmica se propaga por grandes distâncias, mas perde força conforme se afasta do epicentro.

O que esperar daqui para frente?

A Itália está em alerta, mas com tranquilidade. A Proteção Civil monitora a situação, e especialistas garantem que o risco de réplicas fortes é baixo, dada a profundidade do abalo. Já o Chile, que vive sob constante ameaça sísmica devido ao encontro de placas tectônicas na costa do Pacífico, segue com equipes de emergência em prontidão.

Uma coisa é certa: a natureza não avisa antes de tremer. Mas, quando o faz, a profundidade do abalo pode ser a diferença entre um susto e uma tragédia. Dessa vez, a Itália escapou.

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