Ataque dos EUA à Venezuela deixa 100 mortos e captura presidente Maduro, diz ministro
Governo venezuelano decreta luto nacional após ofensiva militar que também feriu a primeira-dama Cilia Flores.
O ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, confirmou nesta quarta-feira (7) que pelo menos 100 venezuelanos morreram durante o ataque militar dos Estados Unidos à Caracas, ocorrido no último sábado (3). A ofensiva resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, a primeira-dama Cilia Flores, que foram retirados do território nacional por tropas americanas.
Durante participação em programa de televisão estatal, Cabello afirmou que outras 100 pessoas ficaram feridas no conflito. O governo venezuelano, sob a presidência interina de Delcy Rodríguez, decretou sete dias de luto nacional em resposta à invasão, que incluiu bombardeios em diferentes regiões do país.
Detalhes das vítimas e declarações oficiais
“Até agora, e digo até agora, há 100 mortos, e uma quantidade parecida de feridos. Terrível o ataque contra o nosso país”, declarou o ministro Diosdado Cabello. Ele detalhou que entre os mortos estavam civis, incluindo mulheres que estavam em suas casas durante os bombardeios. “Morreram pessoas que não tinham nada a haver com o conflito; civis... mulheres que estavam em suas casas e foram alçados pelos impactos das poderosas bombas”, continuou.
Cabello também revelou que tanto o presidente Maduro quanto a primeira-dama Cilia Flores ficaram feridos durante a operação que os capturou. “Naquele momento, Cilia foi ferida na cabeça e sofreu uma pancada no corpo, [e] o irmão Nicolás foi ferido em uma perna”, afirmou o ministro durante a entrevista.
Contexto da ofensiva e reação do governo
A invasão militar ao país sul-americano ocorreu no dia 3 de janeiro e foi conduzida pelas Forças Armadas dos Estados Unidos. A operação não apenas resultou em significativas baixas civis, como culminou na captura do chefe de Estado venezuelano e de sua esposa, um evento sem precedentes nas relações internacionais recentes na região.
A presidente interina, Delcy Rodríguez, anunciou a medida do luto nacional durante uma visita à comuna José Félix Ribas, em Caracas. A decisão reflete a gravidade do episódio, que interrompeu a liderança formal do país e provocou uma crise política e humanitária imediata.
Consequências e próximos passos
Com a captura de Maduro e a decretação do luto, a Venezuela enfrenta um vácuo de poder formal e a incerteza sobre o futuro político do país. A ofensiva marca uma escalada dramática na longa tensão entre Washington e Caracas, que perdura há anos, envolvendo sanções econômicas e acusações mútuas de violação da soberania nacional.
O governo interino venezuelano, agora liderado por Delcy Rodríguez, deve gerenciar as consequências internas do ataque, incluindo o atendimento aos feridos, a contabilização total das vítimas e a definição de uma resposta diplomática à ação militar norte-americana e à detenção de seu presidente.
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