Bilionário Dan Loeb admite: “Errei feio ao subestimar o poder da IA” – e revela lição crucial

Bilionário Dan Loeb admite: “Errei feio ao subestimar o poder da IA” – e revela lição crucial

Gestor da Third Point confessa que a inteligência artificial o pegou desprevenido e mudou sua estratégia de investimento para sempre

Redação
Redação

29 de maio de 2026

Você já imaginou um dos maiores investidores do mundo admitindo, publicamente, que errou? Pois foi exatamente isso que aconteceu.

Dan Loeb, o fundador do fundo hedge Third Point – que administra impressionantes US$ 20 bilhões – sentou-se no banco dos réus para confessar: ele subestimou a velocidade com que a inteligência artificial iria transformar os negócios.

O mea-culpa que balançou Wall Street

Durante o podcast “Invest Like The Best”, na última quinta-feira, Loeb foi direto ao ponto. Ele explicou que, embora a Third Point tenha feito apostas bem-sucedidas contra empresas afetadas pela IA, o time também cometeu um erro grave de julgamento.

“Onde erramos foi achar que sabíamos mais. Pensamos que a IA não afetaria certas áreas do setor de serviços de informação ou que essas empresas tinham informações proprietárias demais para serem impactadas”, disse o bilionário, classificando essa percepção como uma das lições de investimento mais importantes do último ano.

O novo mantra: “Use IA ou fique para trás”

Loeb não ficou apenas na autocrítica. Ele revelou que está pressionando ativamente sua equipe a adotar a tecnologia. “O único jeito de ficar bom nisso é usando”, afirmou, citando o Claude, da Anthropic, como uma ferramenta que pode tornar os funcionários “muito autônomos”.

Para garantir que a transformação aconteça, a Third Point contratou cientistas da computação nativos digitais para treinar a equipe e trabalhar em projetos específicos. “Eles estão treinando o time, mas também incentivamos todos a usar IA”, explicou.

O ranking do uso de IA dentro das empresas

Loeb revelou que o uso da ferramenta varia drasticamente dentro da própria organização. “Alguns rodam agentes a noite inteira, consumindo uma quantidade imensa de tokens. Outros, como eu, usam mais para consultas rápidas. Mas todos estão profundamente envolvidos”, disse.

Essa realidade não é exclusiva da Third Point. Empresas como Google, JPMorgan Chase e Disney já estão monitorando ativamente o uso de IA por seus funcionários.

Em fevereiro, funcionários do Google foram informados de que seu uso de IA seria considerado nas próximas avaliações de desempenho. O JPMorgan criou painéis internos que classificam os funcionários como usuários leves, pesados ou não usuários. Já a Disney possui um “Painel de Adoção de IA” que funciona quase como um ranking, exibindo quem mais utiliza ferramentas como Cursor e Claude.

A reviravolta: começa a reação contra o “tokenmaxxing”

Mas a história não termina aí. Enquanto as empresas correm para adotar a IA, um movimento contrário já ganha força. Como reportou Charles Rollet no Business Insider, a reação contra o tokenmaxxing – o uso exagerado de tokens de IA – já começou oficialmente.

A lição de Dan Loeb é clara: a inteligência artificial não é mais uma aposta do futuro. Ela é o presente, e quem não se adaptar rapidamente pode ficar vendo o trem passar.

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