Bilionário Dan Loeb admite: “Errei feio ao subestimar o poder da IA” – e revela lição crucial
Gestor da Third Point confessa que a inteligência artificial o pegou desprevenido e mudou sua estratégia de investimento para sempre
Você já imaginou um dos maiores investidores do mundo admitindo, publicamente, que errou? Pois foi exatamente isso que aconteceu.
Dan Loeb, o fundador do fundo hedge Third Point – que administra impressionantes US$ 20 bilhões – sentou-se no banco dos réus para confessar: ele subestimou a velocidade com que a inteligência artificial iria transformar os negócios.
O mea-culpa que balançou Wall Street
Durante o podcast “Invest Like The Best”, na última quinta-feira, Loeb foi direto ao ponto. Ele explicou que, embora a Third Point tenha feito apostas bem-sucedidas contra empresas afetadas pela IA, o time também cometeu um erro grave de julgamento.
“Onde erramos foi achar que sabíamos mais. Pensamos que a IA não afetaria certas áreas do setor de serviços de informação ou que essas empresas tinham informações proprietárias demais para serem impactadas”, disse o bilionário, classificando essa percepção como uma das lições de investimento mais importantes do último ano.
O novo mantra: “Use IA ou fique para trás”
Loeb não ficou apenas na autocrítica. Ele revelou que está pressionando ativamente sua equipe a adotar a tecnologia. “O único jeito de ficar bom nisso é usando”, afirmou, citando o Claude, da Anthropic, como uma ferramenta que pode tornar os funcionários “muito autônomos”.
Para garantir que a transformação aconteça, a Third Point contratou cientistas da computação nativos digitais para treinar a equipe e trabalhar em projetos específicos. “Eles estão treinando o time, mas também incentivamos todos a usar IA”, explicou.
O ranking do uso de IA dentro das empresas
Loeb revelou que o uso da ferramenta varia drasticamente dentro da própria organização. “Alguns rodam agentes a noite inteira, consumindo uma quantidade imensa de tokens. Outros, como eu, usam mais para consultas rápidas. Mas todos estão profundamente envolvidos”, disse.
Essa realidade não é exclusiva da Third Point. Empresas como Google, JPMorgan Chase e Disney já estão monitorando ativamente o uso de IA por seus funcionários.
Em fevereiro, funcionários do Google foram informados de que seu uso de IA seria considerado nas próximas avaliações de desempenho. O JPMorgan criou painéis internos que classificam os funcionários como usuários leves, pesados ou não usuários. Já a Disney possui um “Painel de Adoção de IA” que funciona quase como um ranking, exibindo quem mais utiliza ferramentas como Cursor e Claude.
A reviravolta: começa a reação contra o “tokenmaxxing”
Mas a história não termina aí. Enquanto as empresas correm para adotar a IA, um movimento contrário já ganha força. Como reportou Charles Rollet no Business Insider, a reação contra o tokenmaxxing – o uso exagerado de tokens de IA – já começou oficialmente.
A lição de Dan Loeb é clara: a inteligência artificial não é mais uma aposta do futuro. Ela é o presente, e quem não se adaptar rapidamente pode ficar vendo o trem passar.
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