Cardiologista é preso por suspeita de abusar de mais de 40 pacientes no RS
Saúde e Bem-Estar

Cardiologista é preso por suspeita de abusar de mais de 40 pacientes no RS

Médico de 55 anos é acusado de importunação sexual e estupro durante consultas em Taquara, segundo a Polícia Civil.

O médico cardiologista Daniel Pereira Kollet, de 55 anos, foi preso preventivamente no final de março sob suspeita de cometer crimes sexuais contra pacientes mulheres em seu consultório na cidade de Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre. De acordo com a Polícia Civil, as investigações apontam para um padrão de conduta abusiva que já dura pelo menos dois anos, com mais de 40 possíveis vítimas identificadas.

As denúncias começaram após três pacientes procurarem a delegacia. O delegado Valeriano Garcia Neto, responsável pelo caso, afirma que os relatos convergem: o médico pedia que as pacientes se despissem e, durante os exames, realizava contatos físicos inapropriados, sempre solicitando sigilo ao final da consulta.

Relatos detalham violência e abuso de confiança

Depoimentos colhidos pela polícia e revelados em reportagem do Fantástico descrevem uma escalada de violência. Uma paciente relatou ter sido estuprada durante a consulta. "Ele a agarrou por trás e tentou abrir suas calças", descreveu a vítima, que afirmou que o médico apagava as luzes e ficava sozinho com as pacientes, deixando-a confusa e sem reação.

Outra vítima, uma ex-funcionária, disse que Kollet agarrava suas mãos à força e tentava enfiá-las dentro de sua calça, deixando seus pulsos vermelhos. Ela também relatou que o cardiologista tentava beijar seu pescoço.

Vítimas idosas e caso de suposta dopagem

O leque de vítimas é amplo. Uma senhora com mais de 70 anos contou que o médico "era muito de abraçar e beijar", comportamento que a fez passar a levar um parente para acompanhá-la nas consultas – situação em que os abusos não ocorriam.

Há ainda relatos de casos mais graves. Uma enfermeira que trabalhou com Kollet afirmou ter acordado em um plantão com ele sobre seu corpo. O delegado Valeriano Garcia Neto confirmou a investigação de ao menos um caso em que a vítima relata ter sido dopada durante o atendimento.

Investigacao em andamento e silêncio do CRM

A Polícia Civil segue investigando para apurar a extensão total dos crimes e identificar outras possíveis vítimas. O Conselho Regional de Medicina (CRM) foi procurado para informar sobre outros processos envolvendo Daniel Pereira Kollet, mas não se manifestou até o fechamento desta reportagem.

O médico permanece preso preventivamente, aguardando as conclusões da investigação e a possível denúncia pelo Ministério Público.

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há 5 minutos

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