Você já imaginou conseguir clientes de alto nível no LinkedIn… fazendo vídeos de humor? Pois é exatamente isso que Henry Hayes, VP de marketing da Passionfruit, está fazendo. E não é brincadeira: a estratégia de criar sketches cômicos inspirados em “Grand Theft Auto” e “Orgulho e Preconceito” está gerando leads reais para sua empresa.
A ideia surgiu quase por acaso. Hayes começou fazendo vídeos curtos de comédia observacional no Instagram e TikTok, sobre londrinos. O conteúdo bombou tanto que chamou a atenção do seu atual chefe, que o convidou para liderar o marketing B2B da Passionfruit. “Eu pensei: por que não tentar?”, conta.
O método por trás da loucura criativa
Desde fevereiro de 2025, Hayes produz vídeos no LinkedIn com um estilo lo-fi e muito humor. A estratégia é simples: pegar grandes clássicos da cultura pop e adaptá-los para o universo do marketing. “Orgulho e Preconceito – para marketeiros”, “Batman: O Cavaleiro das Trevas – para marketeiros” e, o maior sucesso até agora, “Grand Theft Auto: Vice City – para marketeiros”.
“Com o LinkedIn, você não pode ser tão sutil quanto no Instagram. Tem que ir para o grande. Quanto maior o nome, melhor o jogo, mais as pessoas entendem a narrativa e maior a chance de viralizar”, explica Hayes. O projeto de GTA, inclusive, será levado ao Cannes Lions deste ano, com uma versão de “Piratas do Caribe”.
Por que isso funciona? A ciência por trás do humor
O segredo está em entender o público-alvo. Hayes sabe que seu cliente ideal – CMOs e VPs de marketing entre 35 e 55 anos – vai se identificar com a trilha sonora de “Vice City” (Hall & Oates, Grandmaster Flash, Talk Talk). “É um gatilho emocional poderoso. A música transporta a pessoa para uma época, criando uma conexão instantânea”, diz.
Mas não pense que é apenas improviso. Para criar o vídeo de GTA, Hayes assistiu às quatro horas e meia do jogo completo no YouTube, estudou os movimentos dos personagens no parque e ensaiou cada cena. “Se quero que um VP ou CMO de uma grande empresa engaje com meu conteúdo, tenho que mostrar esforço e credibilidade”, afirma.
A inteligência artificial como aliada (mas não como protagonista)
Hayes usa IA em todas as etapas: na ideação, na criação dos roteiros e na pós-produção. A ferramenta interna da Passionfruit, chamada PIP, analisa os dados de desempenho dos melhores posts do LinkedIn e do Instagram para sugerir os próximos temas. “Mas jamais coloco IA no vídeo final. A credibilidade do criador está na rawness, na autenticidade do trabalho manual”, ressalta.
O resultado? Uma estratégia que foge do clichê do marketing B2B tradicional, mas que entrega leads qualificados de verdade. “Muita gente diz que não se consegue mais tração no LinkedIn. Mas, com o esforço certo, é possível sim”, conclui Hayes.
O que esperar do futuro do marketing B2B?
A lição é clara: em um mar de conteúdo genérico, o humor autêntico e bem executado pode ser o diferencial que transforma visualizações em negócios. E você, está pronto para se arriscar e criar algo que realmente prenda a atenção do seu cliente ideal?
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