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Celac encerra reunião sem consenso sobre crise na Venezuela após ataques de Trump
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Celac encerra reunião sem consenso sobre crise na Venezuela após ataques de Trump

Chanceler brasileiro destaca preocupação generalizada entre os países membros, mas grupo não emite posição oficial conjunta.

Redação
Redação

4 de janeiro de 2026 ·
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A Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) concluiu uma reunião de emergência neste domingo (4) sem chegar a um acordo sobre a situação na Venezuela. O encontro foi convocado após os ataques do governo do ex-presidente dos EUA Donald Trump contra a Venezuela, ocorridos na madrugada de sábado (3). A informação foi divulgada pela rede CNN.

A reunião, que começou por volta das 14h e foi realizada a portas fechadas, contou com a presença de quase todos os 33 países membros do bloco. Segundo a emissora, não foi emitida uma nota oficial ao final dos debates. Integrantes do governo brasileiro informaram que o país mantém sua posição, considerando os ataques como de "alta gravidade".

Posição do Brasil e preocupação regional

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O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, participou da reunião e destacou a inquietação que se espalha pela região. "Existe um grande número de países preocupados com a situação na Venezuela", afirmou Vieira, conforme reportado pela CNN. Apesar da discussão, a Celac não conseguiu unificar uma declaração ou medida conjunta em resposta aos recentes eventos.

O governo brasileiro, em comunicado anterior, já havia classificado os ataques ordenados por Trump como um ato de extrema gravidade, condenando o uso da força e defendendo uma solução pacífica e diplomática para a crise venezuelana.

O papel e a história da Celac

A Celac foi lançada em 2010 e está em atividade desde 2011, com o objetivo de ser um fórum de diálogo político e cooperação regional sem a participação dos Estados Unidos e do Canadá. Segundo o Itamaraty, o bloco "promove o diálogo político de alto nível e ações de cooperação regional em diversos temas, como segurança alimentar, energia, educação, saúde, inclusão social, desenvolvimento sustentável, transformação digital e infraestrutura para a integração".

A falta de consenso em temas sensíveis, como a crise venezuelana, não é inédita no grupo, que reúne países com visões políticas e alinhamentos externos bastante diversos.

Próximos passos e contexto

A ausência de uma posição unificada da Celac deixa as respostas à crise nas mãos de ações individuais de cada país ou de outros fóruns internacionais. A situação tende a manter a Venezuela no centro das tensões geopolíticas na região, com o governo de Nicolás Maduro enfrentando pressões internas e externas renovadas.

Especialistas em relações internacionais avaliam que a incapacidade de acordo reflete as profundas divisões políticas na América Latina, dificultando uma ação coletiva eficaz em cenários de crise aguda. A comunidade internacional aguarda novos desdobramentos e possíveis movimentos diplomáticos isolados nos próximos dias.

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