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Clintons recusam depor no Congresso sobre caso Epstein e contestam intimação

Clintons recusam depor no Congresso sobre caso Epstein e contestam intimação

Ex-presidente e ex-secretária de Estado afirmam que convocações são inválidas e acusam comitê de não investigar governo

Redação
Redação

13 de janeiro de 2026 ·
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O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton informaram, nesta terça-feira (13), que não irão depor perante o Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes, que investiga o caso do financista Jeffrey Epstein. A decisão foi comunicada em carta enviada ao deputado republicano James Comer, presidente do comitê, e publicada nas redes sociais do casal.

Na carta de quatro páginas, os Clinton afirmam que as intimações emitidas pelo comitê são "juridicamente inválidas". Eles argumentam que a investigação, aberta no ano passado, não avançou na apuração sobre a atuação do governo federal no caso Epstein e indicam que irão contestar a convocação nos fóruns institucionais disponíveis.

Acusações de Falhas na Investigação

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O documento detalha que o comitê emitiu intimações a dez pessoas, incluindo o casal Clinton, mas que apenas duas foram ouvidas desde o início dos trabalhos. Segundo a carta, sete dos intimados teriam sido dispensados sem prestar depoimento. "O comitê não usou seus poderes para exigir do Departamento de Justiça a divulgação integral dos arquivos relacionados a Epstein, inclusive materiais que nos mencionam diretamente", afirmam os Clinton no texto.

Eles também cobram a divulgação de um parecer jurídico que, segundo a carta, aponta falhas legais nas intimações. A publicação ocorreu no mesmo dia em que integrantes do comitê passaram a discutir a possibilidade de medidas por desacato contra os que se recusam a comparecer.

Contexto da Investigação e Divulgação de Documentos

A investigação do Congresso ganhou novo fôlego após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos divulgar, no início deste mês, cerca de 30 mil páginas de documentos relacionados a Jeffrey Epstein. O financista morreu em 2019 na cela onde aguardava julgamento por acusações federais de tráfico sexual de menores.

Segundo o Departamento de Justiça, os arquivos incluem registros internos, denúncias encaminhadas ao FBI e referências a figuras públicas. A pasta afirmou que parte do material contém alegações não verificadas e que a divulgação seguiu regras para proteger a identidade das vítimas.

Única Condenação e Futuro do Caso

Até o momento, a única pessoa condenada criminalmente como cúmplice de Epstein é Ghislaine Maxwell, ex-companheira do financista. O Departamento de Justiça informou que, até agora, não encontrou provas suficientes para apresentar novas acusações contra outras pessoas mencionadas nos documentos.

Com a recusa dos Clinton em depor, o Comitê de Supervisão deve decidir nos próximos dias se avança com pedidos formais de desacato ao Congresso, o que poderia levar a batalhas legais prolongadas. A carta do casal encerra afirmando que não pretendem comparecer voluntariamente e que aguardarão o desenrolar dos procedimentos formais.

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