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Conselho de Segurança da ONU debate crise na Venezuela após ação militar dos EUA
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Conselho de Segurança da ONU debate crise na Venezuela após ação militar dos EUA

Brasil, China e Rússia repudiaram operação que resultou na captura de Maduro e deixou dezenas de mortos.

Redação
Redação

5 de janeiro de 2026 ·
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O Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) realizou uma reunião de emergência nesta segunda-feira, em Nova York, para discutir a crise na Venezuela. O encontro foi convocado a pedido da Colômbia, em resposta a uma ação militar liderada pelos Estados Unidos que bombardeou instalações em Caracas, capturou o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, e causou pelo menos 40 mortes.

Durante a sessão, os embaixadores do Brasil, China e Rússia repudiaram publicamente a intervenção militar norte-americana. Os representantes destes países defenderam o respeito à soberania nacional e criticaram a ausência de autorização prévia do Conselho de Segurança para tal operação.

EUA defendem ação como "operação policial"

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O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Mike Waltz, assumiu a defesa da ação. Ele negou que se tratasse de um ato de guerra, classificando-o como uma "ação policial para proteger os norte-americanos do narcoterrorismo". Waltz justificou a medida como necessária para impedir que as reservas energéticas da região permanecessem sob controle de "inimigos".

"Guerra, que guerra?", questionou Waltz durante sua fala no plenário. A postura reflete a visão do governo do ex-presidente Donald Trump, que frequentemente posicionou os EUA no papel de "policial do mundo".

ONU vê sua autoridade ser questionada

A reunião evidenciou a fragilidade da autoridade do principal órgão de segurança internacional. Historicamente, cabe à ONU estabelecer limites e regras para intervenções, exigindo autorização do Conselho de Segurança para ações militares em outros países.

Antonio Guterres, secretário-geral da organização, pode condenar a ação, mas, conforme analisado, sua voz tem sido ignorada em episódios similares. Especialistas apontam que o episódio representa mais um capítulo na erosão do multilateralismo e na redução da influência das Nações Unidas em crises geopolíticas.

Desdobramentos e cenário futuro

Enquanto a Venezuela protesta formalmente na ONU, fontes indicam que Nicolás Maduro estaria negociando asilo político em Belarus. Simultaneamente, a presidente interina venezuelana, Delcy Rodríguez, já emitiu sinais de que não deseja um conflito aberto com os Estados Unidos.

A reunião, que não resultou em nenhuma resolução concreta ou medida punitiva, foi descrita por analistas como uma "missa de corpo presente" da própria ONU, simbolizando sua incapacidade de frear ações unilaterais de grandes potências e de fazer valer seu próprio marco legal internacional.

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