Empreendedores faturam US$ 7 milhões com negócio de protetor solar enquanto viajam o mundo

Empreendedores faturam US$ 7 milhões com negócio de protetor solar enquanto viajam o mundo

Casal desenvolveu produto durante jornada por 10 países e testou concorrentes internacionais para aprimorar fórmula.

Os empreendedores norte-americanos Tricia Redulla e seu namorado, Max, fundaram a empresa de cuidados com a pele Sky and Sol e alcançaram um faturamento de aproximadamente US$ 7 milhões em 2024. O feito notável ocorreu enquanto o casal viajava pelo mundo, desenvolvendo e gerenciando o negócio remotamente de locais como Havaí, Japão, Singapura e diversos países da Europa.

A ideia do negócio surgiu após Max enfrentar problemas para encontrar um protetor solar eficaz e que não irritasse sua pele durante uma escalada ao Monte Kilimanjaro, na Tanzânia, em 2023. De volta ao apartamento do casal em Austin, no Texas, eles começaram a brainstorm para criar um protetor solar à base de sebo animal (tallow).

Negócio decola entre praias e cafés

Com o fim do contrato de aluguel, decidiram unir o desejo de viajar com a construção da empresa. A primeira parada foi o Havaí, onde ficaram por um mês em diferentes Airbnbs. Lá, estabeleceram uma rotina que misturava turismo e trabalho dedicado, vivendo inicialmente de economias enquanto as primeiras vendas do protetor solar começavam.

Antes mesmo de deixarem os Estados Unidos, a Sky and Sol já havia iniciado as vendas. A logística era terceirizada, com uma empresa cuidando do envio dos produtos aos clientes. Amostras para análise eram enviadas para as casas de familiares, que forneciam feedback e fotos.

Lições de um escritório global

A jornada incluiu um cruzeiro transatlântico de Miami à Inglaterra, onde aprenderam a trabalhar com flexibilidade em espaços reduzidos. Durante a viagem, Tricia focava no programa de afiliados, contatando e gerenciando influenciadores, enquanto Max trabalhava na estratégia de publicidade paga e com mentores para escalar o negócio.

A etapa seguinte foi o Japão, onde permaneceram por duas semanas. O acesso a protetores solares asiáticos, muitos indisponíveis no mercado norte-americano, foi crucial. "Comprávamos todos os protetores que encontrávamos nas lojas, estudando sua estética e textura", explicou Tricia, em entrevista ao Business Insider. Essa pesquisa de campo ajudou no desenvolvimento de um produto superior.

Imersão em ecossistema de startups e desafios

Empolgados com os resultados, estenderam a viagem e passaram três meses em Singapura em um espaço de co-living. A escolha foi estratégica para se conectar com a comunidade de empreendedorismo local e expatriados, trocando conhecimentos sobre e-commerce e estratégias de crescimento.

Entretanto, enfrentaram desafios com vistos em Singapura, um lembrete das burocracias internacionais. Após seis meses de viagem, Tricia sentiu saudades de casa e retornou para visitar a família, enquanto Max foi para a Malásia. A mudança de planos resultou em perda financeira, pois não puderam ocupar o espaço de co-living em Singapura pelo período total que haviam reservado.

Pesquisa de mercado na Europa e estabelecimento

O casal se reencontrou na França e viajou por países como Islândia, Suíça e Portugal. A etapa europeia serviu também para observar hábitos e produtos locais de cuidados com a pele, como a prática islandesa de envolver sabonetes em lã para esfoliação.

Em 2025, estabeleceram uma base por um ano inteiro em Porto Rico, atraídos pelas vantagens fiscais da ilha. Atualmente, o casal está de volta aos Estados Unidos. "É bom ter uma base fixa e um lugar para recarregar as energias. Não viajaria por um ano inteiro de novo, porque foi muito cansativo", afirmou Tricia, que agora se concentra nos planos de longo prazo da Sky and Sol.

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há 5 minutos

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