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Os Estados Unidos autorizaram, na manhã desta sexta-feira (27), a saída de funcionários do governo que não desempenham funções de emergência e de seus familiares da missão diplomática em Israel. A decisão foi anunciada pela embaixada americana em Jerusalém, capital do país.

A medida é uma resposta direta a "incidentes de segurança e sem aviso prévio", conforme comunicado oficial. A embaixada também afirmou que pode restringir ou proibir a entrada de seus funcionários e familiares em certas áreas, incluindo Jerusalém e a Cisjordânia.

Alerta de segurança ampliado

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Em seu alerta, a embaixada foi além da evacuação administrativa. "Recomenda-se que as pessoas considerem deixar Israel enquanto houver voos comerciais disponíveis. Reconsidere viajar para [Israel e Cisjordânia] devido ao terrorismo e à agitação civil", afirmou a instituição.

Viagens para a Faixa de Gaza e áreas num raio de 11,3 km de sua periferia estão expressamente vetadas. O norte de Israel também está na lista de destinos proibidos devido à "atividade militar contínua", assim como a fronteira com o Egito.

Risco de ataques iminente

O comunicado justifica a decisão com a avaliação de que "grupos terroristas, terroristas solitários e outros extremistas violentos continuam planejando possíveis ataques em Israel, na Cisjordânia e em Gaza".

"Terroristas e extremistas violentos podem atacar com pouco ou nenhum aviso prévio, visando locais turísticos, centros de transporte, mercados/shoppings e instalações governamentais locais", alerta o texto. A embaixada também adverte que o aumento das tensões regionais pode levar companhias aéreas a cancelar ou reduzir voos de entrada e saída de Israel.

Contexto do conflito

A medida ocorre em meio a uma escalada de violência. Na quinta-feira (26), ataques partindo de Jerusalém mataram 8 pessoas na Faixa de Gaza, segundo informações locais. As forças armadas israelenses não comentaram o incidente.

O conflito atual tem origem no ataque do grupo militante palestino Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro de 2023, que matou 1.200 pessoas, de acordo com cálculos israelenses. Desde então, o Ministério da Saúde de Gaza afirma que mais de 72 mil pessoas, a maioria civis, foram mortas por disparos israelenses.

Panorama da trégua

Um acordo de cessar-fogo, em vigor desde outubro passado, tem sido marcado por violações. A agência de notícias Reuters informa que, desde o início da trégua, o Ministério da Saúde de Gaza afirma que pelo menos 600 pessoas foram mortas por disparos israelenses. Israel, por sua vez, afirma que quatro de seus soldados foram mortos por militantes em Gaza no mesmo período.

Em janeiro, o acordo sobre Gaza entrou em uma nova fase, com a expectativa de que Israel retire mais tropas do território e que o Hamas entregue o controle à sua administração civil.