Ex-funcionário da Apple cria assistente de IA que aprende sozinho e automatiza seu trabalho

Ex-funcionário da Apple cria assistente de IA que aprende sozinho e automatiza seu trabalho

Startup apoiada por Andrew Ng promete acabar com tarefas repetitivas no PC

Redação
Redação

20 de maio de 2026

Você já imaginou um assistente no seu computador que aprende sozinho como você trabalha e começa a fazer tudo por você? Sem precisar explicar comandos complicados ou repetir instruções toda vez.

Essa é a promessa da IrisGo, uma startup que acaba de sair do modo stealth com um apoio de peso: o próprio Andrew Ng, um dos pais da inteligência artificial moderna, investiu pesado na ideia.

O mais interessante? O criador da ferramenta é Jeffrey Lai, um ex-engenheiro da Apple que ajudou a construir a versão em chinês da Siri. O nome Iris não é coincidência: é "Siri" escrito ao contrário.

Como funciona essa "mágica"

O conceito é enganosamente simples. Em vez de você programar regras ou criar fluxos complexos, basta mostrar para a IA como fazer uma tarefa uma única vez. Ela grava cada passo, aprende o processo e, a partir dali, executa tudo sozinha quando você precisar.

Durante uma demonstração ao vivo para o TechCrunch, Lai mostrou exatamente isso: ele ensinou o Iris a pedir um café latte no site da Philz Coffee — uma rede famosa na Califórnia. O sistema gravou cada clique, desde a seleção do sabor até o preenchimento dos dados do cartão de crédito. Depois, bastou um comando para que a IA repetisse a operação sozinha, sem erros.

"Comprar café não é o ponto", explicou Lai. "O objetivo é automatizar uma série de tarefas de negócios."

O verdadeiro alvo: o trabalhador do conhecimento

A IrisGo não foi criada para fazer pedidos de café. Ela foi desenhada para acabar com o trabalho burocrático que consome horas do seu dia. A ferramenta vem com uma biblioteca de "habilidades" prontas para uso: redação de e-mails, processamento de faturas, criação de relatórios, resumo de documentos e dezenas de outros fluxos de trabalho automatizados.

Mais impressionante: o sistema aprende observando seu comportamento no computador e sugere novas tarefas que podem ser automatizadas sem você pedir. É como ter um funcionário invisível que entende sua rotina melhor do que você mesmo.

Há também um assistente de codificação integrado, similar ao Codex da OpenAI ou ao Claude Code da Anthropic, voltado para desenvolvedores que precisam de ajuda enquanto programam.

Privacidade como diferencial

Uma das maiores preocupações com assistentes de IA é: para onde vão meus dados? A IrisGo ataca esse medo de frente. Grande parte do processamento é feito diretamente no seu dispositivo, sem depender de servidores externos.

Claro, tarefas mais complexas ainda exigem a nuvem, mas a empresa garante que isso só acontece com autorização explícita do usuário e com criptografia de ponta a ponta.

O selo de qualidade de Andrew Ng

Conseguir o apoio de Andrew Ng não foi sorte. Lai, que é formado pela Carnegie Mellon University (assim como Ng), conseguiu uma reunião com o lendário pesquisador por meio de um contato em comum. A demonstração foi tão convincente que o AI Fund de Ng liderou a rodada seed de US$ 2,8 milhões.

Nvidia e Google também entraram como investidores. Um sinal claro de que as gigantes da tecnologia estão de olho nesse mercado de assistentes proativos.

O futuro já começou

As versões beta para macOS e Windows já estão disponíveis, e a IrisGo está fechando acordos com fabricantes de laptops para instalar o software de fábrica nos novos dispositivos. O primeiro parceiro é a Acer, e mais devem vir em breve.

A pergunta que fica é: em um mundo onde a IA faz o trabalho braçal por você, o que sobra para o humano fazer? Para Lai, a resposta é clara: trabalho conceitual de alto nível. Enquanto os sistemas autônomos cuidam do clero, as pessoas podem finalmente se dedicar ao que realmente importa.

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