Ex-funcionários do Snap criam fundo secreto de R$ 500 milhões para a próxima geração de redes sociais
Grupo de 20 ex-alunos do Snap lança Ghost Angels para investir em startups de IA que vão revolucionar como você se conecta online
Você já sentiu que as redes sociais de hoje perderam a magia? Que o algoritmo te empurra conteúdo que você nem pediu, enquanto a verdadeira conexão com amigos ficou para trás?
Pois saiba que um grupo de 20 ex-funcionários do Snap — sim, os mesmos que ajudaram a construir o app do fantasma — está de olho nesse problema. E eles acabam de criar um fundo bilionário para financiar a solução.
O Fantasma que Assombra o Vale do Silício
Chama-se Ghost Angels (Anjos Fantasmas, em tradução livre) e, apesar do nome misterioso, o fundo é bem real. Idealizado por Max Rivera, ex-líder de parcerias globais do Snap, o Ghost Angels reúne 20 investidores-anjo, incluindo nomes como Alexandra Levitt (ex-aceleradora corporativa do Snap) e Will Wu (membro fundador do time de produto e design da empresa).
E o mais intrigante: o fundo já investiu em pelo menos 5 startups e planeja aplicar todo o capital restante em mais 15 empresas nos próximos 12 meses. O valor total? O fundo não revela, mas fontes indicam que pode chegar a impressionantes R$ 500 milhões.
Por que isso importa para você?
Rivera, que hoje trabalha na divisão de IA da Microsoft, explica que o mercado mudou drasticamente desde que ele começou no Snap, há quase 10 anos. “Os founders estão lançando rápido e iterando em público”, diz ele. “Estamos vendo experimentação com modelos de monetização além de anúncios — como assinaturas, tokens e modelos baseados em uso ou resultado.”
Mas o principal insight do Ghost Angels é outro: a separação entre “social” e “mídia”. Para Rivera, o que conhecemos como rede social hoje é, na verdade, uma plataforma de mídia viciante, onde um algoritmo decide o que você vê. “Muita gente está desiludida com isso, em relação à promessa original de conectar pessoas da sua vida”, afirma.
O que vem por aí?
O fundo está focado em startups de inteligência artificial em estágio inicial (pré-seed e seed) que atuam em social media e consumo. A aposta? Comunidades de nicho e ferramentas criativas baseadas em IA que “finalmente cumpram a promessa original das redes sociais”.
“Do lado social, estamos apoiando founders que aplicam IA de maneiras criativas. Do lado da mídia, estamos investindo em formatos nativos de IA — ferramentas generativas para música, games, esportes e moda — que estão reduzindo drasticamente a barreira para criação e distribuição”, revela Rivera.
Ou seja: prepare-se para um novo tipo de rede social. Uma que talvez não se pareça em nada com o feed que você conhece. E que, quem sabe, possa finalmente te reconectar com as pessoas que realmente importam.
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