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Um ex-executivo de uma empresa de tecnologia que recentemente perdeu o emprego escreveu para a coluna de conselhos "For Love & Money", do *Business Insider*, expressando frustração e ressentimento em relação à sua esposa, uma artista que, segundo ele, continua a perseguir uma carreira com baixa remuneração. O homem, que pedia anonimato, alega carregar sozinho o peso de sustentar o casal, enquanto ela estaria "contente em ganhar quase nada".

Em sua carta, publicada originalmente em outubro de 2023 e republicada recentemente, o leitor, que se identifica como "Lonely Provider" (Provedor Solitário), questiona se a dinâmica é uma questão de gênero. "Sou um homem; portanto, devo prover, e ela é uma mulher, então ela não precisa? Sinto-me sozinho com este fardo", escreveu ele.

Conselheira aponta suposições e pede diálogo

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A conselheira da coluna, ao responder, reconhece a dificuldade da perda do emprego, que afeta tanto a segurança financeira quanto a autoestima. No entanto, ela argumenta que o leitor está discutindo o problema com a pessoa errada e fazendo várias suposições sobre a esposa, seus motivos e o papel dos gêneros na relação.

A resposta destaca que, sem uma conversa franca, sentimentos de ressentimento são baseados em premissas falsas. "Até você perguntar a ela e realmente ouvir a resposta, sentir-se ressentido ou frustrado é injusto", afirma a colunista. Ela incentiva o leitor a perguntar à esposa sobre suas perspectivas de carreira nos próximos cinco anos e como ajustar os planos às circunstâncias atuais.

Questão de gênero pode ser projeção, diz análise

Sobre a questão de gênero levantada pelo leitor, a conselheira sugere que o problema pode ser uma projeção dele mesmo. "Sua carta parece sugerir que você vê a contribuição dela para a sobrevivência financeira da família como voluntária, enquanto você não tem escolha", analisa. Ela lembra que a perda do emprego impacta a segurança financeira da esposa tanto quanto a dele, e que a visão de que "tudo precisa cair sobre você porque você é o homem" pode refletir mais suas próprias preocupações do que as expectativas dela.

A resposta também questiona a caracterização do trabalho da esposa como "impraticável" e "autocentrado", sugerindo que pode haver uma subvalorização de outras formas de trabalho não remunerado que ela realiza, como tarefas domésticas, que têm valor econômico.

Colunista recomenda abordagem colaborativa

A conselheira finaliza recomendando que o leitor abandone uma postura adversarial e aborde a conversa como um "comitê de crise". A ideia é que o casal, como uma equipe, colabore para encontrar uma solução para a ameaça financeira que enfrentam juntos. "Mostre a ela os números que estão preocupando você e colaborem em uma solução", aconselha.

Ela encoraja o leitor a ser curioso sobre o processo de pensamento da esposa, mente aberta sobre o que ela tem a dizer e vulnerável sobre seus próprios sentimentos. "Você não está sozinho. Você só precisa estender a mão e trazer sua esposa na jornada com você, em vez de presumir que ela não quer vir junto", conclui a resposta.