Explosões em Caracas: Venezuela acusa Estados Unidos de ataque militar e entra em estado de emergência
O governo da Venezuela acusou os Estados Unidos de realizarem um ataque militar contra o país na madrugada deste sábado (4).
Em resposta, o presidente Nicolás Maduro decretou estado de Comoção Exterior em todo o território nacional e determinou a ativação imediata de um plano de mobilização civil e militar.
Segundo comunicado oficial divulgado pelo governo venezuelano, explosões foram registradas em Caracas e também nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. As autoridades afirmam que os ataques teriam atingido alvos civis e militares, colocando em risco a população.
A nota acusa Washington de tentar assumir o controle das reservas estratégicas de petróleo e minerais da Venezuela. O governo de Caracas declarou que não permitirá a perda desses recursos e classificou a ação como uma tentativa de violar a soberania nacional.
“O país deve se ativar para derrotar esta agressão imperialista”, afirma o comunicado, que também convoca todas as forças sociais e políticas para aderirem aos planos de mobilização nacional.
Explosões e pânico em Caracas
A agência Associated Press (AP) informou que pelo menos sete explosões foram ouvidas na capital venezuelana. Testemunhas relataram que aeronaves sobrevoaram a cidade em baixa altitude, provocando correria e pânico entre pedestres.
“O chão inteiro tremeu. Foi assustador. Ouvimos explosões e aviões passando”, relatou Carmen Hidalgo à AP, enquanto retornava de uma comemoração familiar.
EUA ainda não confirmam oficialmente
Até a última atualização desta reportagem, o governo dos Estados Unidos não havia confirmado oficialmente a autoria do ataque. No entanto, a emissora CBS News informou, com base em fontes próximas ao assunto, que o presidente Donald Trump teria autorizado a operação militar.
Em uma rede social, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou que a Venezuela foi alvo de ataques com mísseis, aumentando a tensão diplomática na região.
Venezuela fala em violação internacional
No comunicado, o governo venezuelano afirma que o ataque representa uma violação direta da Carta das Nações Unidas, colocando em risco a paz e a estabilidade da América Latina e do Caribe. O texto também informa que o país acionará organismos internacionais, como o Conselho de Segurança da ONU, a CELAC e o Movimento dos Não Alinhados, em busca de condenação internacional aos Estados Unidos.
O decreto assinado por Nicolás Maduro autoriza a implementação de planos de defesa nacional, incluindo o deslocamento imediato de comandos militares e órgãos de defesa integral em todos os estados e municípios do país.
A Venezuela afirma ainda que se reserva o direito de exercer legítima defesa, conforme previsto no artigo 51 da Carta da ONU.
Estado24h acompanha os desdobramentos e atualiza esta matéria a qualquer momento.
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