Publicidade

Um caça F-15E Strike Eagle da Força Aérea dos Estados Unidos foi abatido sobre o território do Irã no dia 3 de abril, durante a Operação Epic Fury. O incidente marca a primeira perda de uma aeronave de combate tripulada sobre o Irã. Tanto o piloto quanto o oficial de sistemas de armas ejetaram com segurança da aeronave, que realizava missões de ataque aéreo contra alvos iranianos.

A queda do caça, um dos aviões mais versáteis e rápidos da frota americana, trouxe atenção renovada para a plataforma. A aeronave, projetada para combate ar-ar e ar-terra, é utilizada pelos EUA para destruir arsenais de mísseis e bases de drones iranianas. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou o incidente e informou que as circunstâncias estão sob investigação.

Resgate complexo e operação de recuperação

Publicidade

Após a ejeção, o piloto foi resgatado horas mais tarde. O oficial de sistemas de armas, no entanto, permaneceu desaparecido. Forças de Operações Especiais dos EUA localizaram o militar usando um sinal de beacon que ele portava, enquanto a mídia estatal iraniana divulgava uma recompensa por sua captura.

Dois dias depois, em 5 de abril, os EUA enviaram aviões C-130 e helicópteros MH-6 de Operações Especiais para uma missão de resgate. A operação incluiu o plantio de inteligência falsa para desviar as forças iranianas da área. A missão foi comprometida quando uma das aeronaves ficou atolada na terra, mas aviões de substituição chegaram a tempo e o militar foi resgatado com sucesso. Bombardeiros americanos destruíram posteriormente as aeronaves deixadas para trás durante a operação.

Características técnicas do F-15E Strike Eagle

Publicidade

O primeiro modelo F-15A voou em 1972, e as primeiras versões F-15E foram produzidas em 1988. A aeronave pode voar a 1.875 milhas por hora, o equivalente a 2,5 vezes a velocidade do som. Seu alto índice de empuxo-peso permite curvas fechadas sem perda significativa de velocidade.

O F-15E é equipado com dois motores Pratt & Whitney F100, cada um produzindo mais de 23.000 libras de empuxo. Seu armamento inclui um canhão interno de 20 milímetros com 500 cartuchos, mísseis AIM-9 Sidewinder e AIM-120 AMRAAM (Advanced Medium-Range Air-to-Air Missiles). Para ataque ao solo, carrega frequentemente armas como o Joint Direct Attack Munition (JDAM), que transforma munições não guiadas em bombas "inteligentes" com GPS.

O sistema LANTIRN permite que a aeronave voe em qualquer clima e ataque alvos terrestres em baixa altitude. A cabine acomoda dois tripulantes: o piloto e o oficial de sistemas de armas, que gerencia sensores e armamentos.

Contexto operacional e custos

A capacidade de combustível do F-15E Strike Eagle é de 35.550 libras, e os caças podem ser reabastecidos em voo por aeronaves KC-135 Stratotanker. Esses tanques também foram implantados em Israel como parte da Operação Epic Fury. Um KC-135 caiu no oeste do Iraque em um dia não especificado, matando seis militares americanos. O CENTCOM afirmou que as circunstâncias da queda estão sob investigação, mas não foram devido a fogo hostil ou amigo.

Modelos mais novos do F-15 custam cerca de US$ 100 milhões, conforme reportado pelo The Wall Street Journal. A versão mais recente é a F-15EX Eagle II, que apresenta controles mais avançados e motores atualizados.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou o resgate bem-sucedido do oficial de sistemas de armas em uma publicação na rede social Truth Social, com a mensagem "WE GOT HIM!" ("Nós o pegamos!"). A queda do F-15E sobre o Irã representa um evento significativo no cenário de tensões militares recentes na região.