Incêndio em bar na Suíça pode ter sido causado por faíscas de champanhe
Tragédia que matou 40 pessoas na virada do ano lembra o caso da Boate Kiss, em Santa Maria.
Um incêndio em um bar de luxo na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, na virada do ano, deixou ao menos 40 mortos e 115 feridos. A Procuradoria-Geral de Valais investiga a causa do fogo, mas testemunhas relataram ao portal BFMTV que garçonetes circulavam com garrafas de champanhe que soltavam "faíscas" no gargalo, que teriam atingido o teto do local.
A polícia recebeu os primeiros chamados por volta das 1h30 da manhã do dia 1º de janeiro. O presidente da Federação Suíça, Guy Parmelin, classificou o ocorrido no bar La Constellation como "uma das maiores tragédias" do país e decretou luto oficial com bandeiras a meio mastro por cinco dias.
Paralelo com a tragédia da Boate Kiss
Se confirmada a hipótese das faíscas, o caso guarda semelhanças com o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), em janeiro de 2013. Na tragédia brasileira, um artefato pirotécnico usado no palco iniciou o fogo que matou 242 pessoas, a maioria estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).
O incêndio na Kiss completa 13 anos no próximo dia 27 de janeiro. A cidade gaúcha ainda carrega as marcas do episódio, considerado uma das maiores tragédias do país.
Investigação em andamento e reações
O chefe da polícia da comuna de Valais, Frédéric Gisler, confirmou o balanço de vítimas, que inclui moradores e turistas. A Procuradoria-Geral havia descartado a possibilidade das faíscas horas antes de o BFMTV publicar os relatos das testemunhas, indicando que a investigação segue em aberto.
O bar La Constellation fica a 180 km de Berna, a capital suíça, e pertence ao complexo de esqui de luxo Crans-Montana, um destino popular entre turistas internacionais.
Contexto e próximos passos
Autoridades locais e federais trabalham para identificar todas as vítimas e prestar assistência aos feridos. A investigação criminal apurará as causas exatas do incêndio e possíveis responsabilidades, com base nos depoimentos e em laudos periciais.
O caso reacende o debate sobre normas de segurança em estabelecimentos de entretenimento e o uso de materiais pirotécnicos ou similares em ambientes fechados, tema sensível no Brasil após a tragédia da Kiss.
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