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Incêndio em bar na Suíça pode ter sido causado por faíscas de champanhe

Incêndio em bar na Suíça pode ter sido causado por faíscas de champanhe

Tragédia que matou 40 pessoas na virada do ano lembra o caso da Boate Kiss, em Santa Maria.

Redação
Redação

2 de janeiro de 2026 ·
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Um incêndio em um bar de luxo na estação de esqui de Crans-Montana, na Suíça, na virada do ano, deixou ao menos 40 mortos e 115 feridos. A Procuradoria-Geral de Valais investiga a causa do fogo, mas testemunhas relataram ao portal BFMTV que garçonetes circulavam com garrafas de champanhe que soltavam "faíscas" no gargalo, que teriam atingido o teto do local.

A polícia recebeu os primeiros chamados por volta das 1h30 da manhã do dia 1º de janeiro. O presidente da Federação Suíça, Guy Parmelin, classificou o ocorrido no bar La Constellation como "uma das maiores tragédias" do país e decretou luto oficial com bandeiras a meio mastro por cinco dias.

Paralelo com a tragédia da Boate Kiss

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Se confirmada a hipótese das faíscas, o caso guarda semelhanças com o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), em janeiro de 2013. Na tragédia brasileira, um artefato pirotécnico usado no palco iniciou o fogo que matou 242 pessoas, a maioria estudantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

O incêndio na Kiss completa 13 anos no próximo dia 27 de janeiro. A cidade gaúcha ainda carrega as marcas do episódio, considerado uma das maiores tragédias do país.

Investigação em andamento e reações

O chefe da polícia da comuna de Valais, Frédéric Gisler, confirmou o balanço de vítimas, que inclui moradores e turistas. A Procuradoria-Geral havia descartado a possibilidade das faíscas horas antes de o BFMTV publicar os relatos das testemunhas, indicando que a investigação segue em aberto.

O bar La Constellation fica a 180 km de Berna, a capital suíça, e pertence ao complexo de esqui de luxo Crans-Montana, um destino popular entre turistas internacionais.

Contexto e próximos passos

Autoridades locais e federais trabalham para identificar todas as vítimas e prestar assistência aos feridos. A investigação criminal apurará as causas exatas do incêndio e possíveis responsabilidades, com base nos depoimentos e em laudos periciais.

O caso reacende o debate sobre normas de segurança em estabelecimentos de entretenimento e o uso de materiais pirotécnicos ou similares em ambientes fechados, tema sensível no Brasil após a tragédia da Kiss.

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