Influenciador em quarentena por hantavírus desabafa: “Chorei ao ganhar seguidores”</title>

Influenciador em quarentena por hantavírus desabafa: “Chorei ao ganhar seguidores”</title>

Jake Rosmarin está isolado por 42 dias e revela o lado amargo da fama repentina</summary>

Redação
Redação

14 de maio de 2026

Você já imaginou ganhar milhares de seguidores da noite para o dia, mas por um motivo assustador? Foi exatamente isso que aconteceu com o influenciador americano Jake Rosmarin.

Ele está no quarto dia de uma quarentena obrigatória de 42 dias, após um surto de hantavírus a bordo do cruzeiro M/V Hondius, no qual viajava como criador de conteúdo. E, para sua surpresa, a fama veio junto com o isolamento.

O preço da viralização involuntária

“Eu chorei muito quando atingi a marca de 50 mil seguidores no Instagram”, conta Jake, em entrevista ao Business Insider. “Eu sempre sonhei em chegar lá, mas nunca imaginei que fosse por causa de uma situação como essa.”

Preso em uma sala que ele descreve como “um pouco melhor que um quarto de hospital”, Jake tenta tornar o ambiente mais acolhedor. Ele conseguiu capa de colchão, travesseiros novos e lençóis, e espera receber pôsteres em breve. Mas nada substitui o que ele mais sente falta: o contato físico com a família e a noiva.

“Sou um grande abraçador”

“Eu converso com eles todos os dias, mas não poder abraçar ninguém está sendo a parte mais difícil”, desabafa.

Mesmo sem qualquer sintoma do vírus até agora, Jake enfrenta uma batalha mental. Para manter a sanidade, ele continua criando conteúdo — postando vídeos de sua rotina no isolamento. “É a única coisa que sei fazer. Talvez isso alimente algumas teorias da conspiração, mas não vou mudar a mente de ninguém”, reflete.

O dilema do influenciador em quarentena

Diferente do que muitos pensam, Jake não é pago pelas empresas de cruzeiro. Ele ganha dinheiro através de links de afiliados e códigos promocionais, convencendo pessoas a viajar com determinadas companhias. Mas agora, em quarentena, nenhuma empresa o procurou para parcerias.

E quando uma marca finalmente o contactou, ele teve uma atitude surpreendente: “Agradeci pelo comentário, mas pedi que, em vez de me enviar algo, doassem para a pesquisa do hantavírus.”

“Se uma grande empresa pode me mandar um presente, por que não doar para a ciência?”, questiona.

O futuro pós-quarentena

Jake já traçou um plano para sobreviver aos 42 dias: “O primeiro passo é aceitar que vou ficar aqui. Depois, é focar nos pequenos prazeres — um Starbucks entregue aqui me trouxe tanta alegria.”

Quando tudo isso acabar, ele promete não deixar que essa experiência defina sua vida. “Não quero ser sempre o Jake da quarentena do hantavírus. Vou voltar a integrar todos os aspectos da minha vida no meu conteúdo: as corridas, as caminhadas, as novas comidas em Boston.”

Uma lição poderosa sobre como a fama pode vir de onde menos esperamos — e como a verdadeira força está em manter a humanidade, mesmo atrás de quatro paredes.

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