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O clima entre Irã e Estados Unidos esquentou de vez. Neste sábado (2), um alto oficial militar do Irã, Mohammad Jafar Asadi, soltou uma declaração que ecoa como um alerta global: "Um novo conflito com os EUA é possível".

A fala veio um dia após o presidente Donald Trump rejeitar, mais uma vez, uma proposta de paz apresentada por Teerã. A tensão, que já era alta, agora ganhou contornos de ameaça real.

O recado direto de Teerã

Segundo a agência de notícias iraniana Fars, Asadi não parou por aí. Ele afirmou que há evidências claras de que os EUA não estão cumprindo nenhum dos acordos estabelecidos. A desconfiança, segundo ele, é o motor por trás da possibilidade de um novo confronto.

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Enquanto isso, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, jogou a responsabilidade para o colo de Washington. "Cabe aos Estados Unidos decidir: ou buscam um acordo negociado ou retornam à guerra aberta", disse ele, deixando claro que Teerã está preparada para qualquer desfecho.

Trump não engoliu a proposta

Na sexta-feira (1º), Trump já havia deixado claro seu descontentamento com o plano de paz iraniano. A proposta, entregue a mediadores no Paquistão, foi recebida com frieza. Em uma breve conversa com jornalistas, o presidente dos EUA tocou no assunto dos estoques de mísseis americanos, mas disse não estar preocupado com a situação.

O tema veio à tona por conta de relatos de apreensão sobre o ritmo de uso de armamentos no conflito com o Irã. A Marinha dos EUA e o governo iraniano continuam ocupando o Estreito de Ormuz, uma das vias marítimas mais importantes do planeta — por ali passam cerca de 20% de toda a carga global de petróleo.

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A relevância econômica e geopolítica da região é imensa, e cada movimento de ambos os lados pode ter consequências que vão muito além do campo de batalha. A pergunta que fica é: até onde essa tensão pode chegar?