Jovem morre após rope jump sem corda de segurança em Limeira, SP
Vítima de 21 anos caiu de 40 metros; responsáveis fugiram e foram presos; perícia analisa equipamento
Uma mulher de 21 anos morreu na manhã deste sábado (13) após ser lançada a 40 metros do solo durante a prática de rope jump, modalidade radical de salto em queda livre, na região conhecida como Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). A vítima não estava com cordas de segurança no momento do salto.
De acordo com a Polícia Militar (PM), houve falha no equipamento por parte das empresas responsáveis pela organização da atividade, que teriam esquecido de colocar a corda de segurança antes do salto da jovem. Testemunhas relataram momentos de desespero ao perceberem a ausência do equipamento.
Fuga e prisão dos responsáveis
Logo após o acidente, os organizadores do rope jump retiraram parte do equipamento do local e fugiram antes da chegada das viaturas. A PM realizou buscas no perímetro e, com o apoio do helicóptero Águia da corporação, localizou dois dos foragidos em uma área de mata. Ao todo, seis pessoas foram presas, segundo a PM.
Nas imagens divulgadas em redes sociais, é possível ver três homens erguendo a jovem e a posicionando para o salto, sem que ela estivesse com cordas de proteção. Em seguida, eles a empurram "ao nada". Segundos depois, ouvem-se vozes exclamando: "a corda", "gente, a corda". As imagens são fortes.
Óbito confirmado e socorro à família
O impacto da queda foi severo, e a vítima morreu no local. Equipes do Corpo de Bombeiros e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) confirmaram o óbito. A PM informou que o noivo da jovem esteve no local, passou mal e foi encaminhado a uma unidade de pronto-atendimento.
Nos vídeos, é possível identificar que os homens usavam uniformes de duas empresas: Entre Cordas e Ih Voei. Até o fechamento desta matéria, o iG não conseguiu contato com representantes das empresas. A Entre Cordas desativou seu perfil em redes sociais.
Investigação e perícia
O caso é investigado pelo 3º Distrito Policial de Limeira (SP), sob responsabilidade da Polícia Civil. A perícia esteve no local para realizar os procedimentos legais e recolheu o restante das cordas e mosquetões deixados pelas empresas. O material passará por análise para verificar possíveis falhas na montagem e presença de danos físicos nos equipamentos.
Em comentários nas redes sociais, um usuário afirmou que o local não tem segurança nem fiscalização, e que há uso indiscriminado por empresas de esportes radicais que oferecem serviços "sem segurança nenhuma". Segundo ele, muitas pessoas já perderam a vida no local.
Entenda o rope jump
Diferente do bungee jumping, que usa corda elástica para amortecer a queda na vertical, o rope jump utiliza cordas de escalada de alta resistência fixadas em estruturas como viadutos e pontes, com as cordas presas na cintura e no peitoral. O salto gera um movimento de pêndulo gigante, balançando de um lado para o outro. A prática exige equipamentos rigorosamente checados, autorização prévia de órgãos públicos, alvará e acompanhamento por especialistas.
Próximos passos
A Polícia Civil segue com as investigações para apurar as responsabilidades criminais. A análise do material recolhido será fundamental para determinar se houve falha na montagem dos equipamentos. As empresas envolvidas poderão responder por homicídio culposo e outras infrações.
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