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KPMG retira relatório sobre IA após alegações de alucinações em dados
Ciência e Tecnologia

KPMG retira relatório sobre IA após alegações de alucinações em dados

Empresa de consultoria remove estudo sobre uso de inteligência artificial após organizações negarem informações citadas.

Redação
Redação
13 de junho de 2026

A KPMG, uma das maiores empresas de consultoria do mundo, retirou de seus sites um relatório intitulado "Redefinindo a excelência na era da IA agentiva" após diversas organizações afirmarem que as alegações sobre o uso de inteligência artificial (IA) eram falsas.

O relatório, publicado em outubro de 2025, foi alvo de questionamentos pelo grupo de pesquisa GPTZero, que identificou uma série de imprecisões. De acordo com o Financial Times (FT), as falhas seriam resultado de alucinações de IA, ou seja, a própria empresa de consultoria teria usado inteligência artificial para ajudar a escrever um relatório sobre IA.

Entre as organizações que contestaram as informações estão o banco UBS, o serviço público de saúde do Reino Unido (National Health Service), a Swiss Federal Railways (ferrovias suíças) e a Transport for London (transporte público de Londres). Todas afirmaram ao FT que as citações no relatório sobre o uso de IA eram enganosas ou simplesmente inverídicas.

Investigação interna e responsabilidade

Em comunicado, um porta-voz da KPMG informou que a empresa removeu o relatório de seus sites enquanto conduz uma investigação interna. "Esperamos que todos os nossos funcionários sigam nossas diretrizes sobre o uso responsável de IA, incluindo a supervisão humana para validar o conteúdo e verificar fontes independentes", afirmou o porta-voz.

O caso não é isolado. No mês passado, a EY (Ernst & Young) também retirou um relatório sobre programas de fidelidade que, segundo apurações, continha notas de rodapé falsas e evidências de alucinações de IA.

Contexto e implicações

O episódio levanta questões sobre a confiabilidade de relatórios produzidos por grandes consultorias que, paradoxalmente, aconselham outras empresas sobre o uso ético e eficaz da inteligência artificial. A falta de verificação humana em dados gerados por IA pode comprometer a credibilidade de análises de mercado e decisões estratégicas.

Até o momento, a KPMG não divulgou um prazo para a conclusão da investigação ou a republicação de um relatório corrigido.

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