Julgamento de Henry Borel é interrompido após defesa de Jairinho pedir anulação 23 vezes — entenda o que aconteceu agora
Advogado principal infartou, réu tentou trocar equipe e juíza negou dezenas de pedidos; saiba como fica o júri
Você está acompanhando o caso que chocou o Brasil? Pois saiba que o julgamento de Jairinho e Monique, acusados pela morte do pequeno Henry Borel, de apenas 4 anos, já começou com uma verdadeira novela jurídica. E o que era para ser o início da busca por justiça se transformou em um cabo de guerra nos tribunais.
Na tarde desta segunda-feira (25), o júri popular foi interrompido de forma abrupta. O motivo? A defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Jairinho, tentou de tudo para paralisar o processo. Foram nada menos que 23 pedidos de anulação, todos negados pela juíza Elizabeth Machado Louro.
Mas calma, que a história não para por aí. O que levou a esse verdadeiro 'apagão' no julgamento? E, mais importante: quando ele será retomado?
A tática desesperada da defesa: por que tantos pedidos?
Imagine a cena: o réu, sua equipe de advogados e a família da vítima reunidos. De repente, a defesa pede a palavra e, por 1h30, apresenta uma enxurrada de requerimentos para tentar anular o julgamento. Parece roteiro de filme, mas foi a realidade no 2º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro.
A juíza, porém, não cedeu. Ela negou todos os 23 pedidos. O julgamento foi suspenso sem que nenhuma testemunha tivesse sido ouvida. A expectativa agora é que a sessão seja retomada na manhã desta terça-feira (26), às 9h, e que se estenda ao longo de toda a semana.
O infarto do advogado e a ameaça de Bangu 1: os bastidores da confusão
Você deve estar se perguntando: o que levou a esse caos? A resposta tem dois nomes: saúde e medo. O advogado principal de Jairinho, Fabiano Lopes, sofreu um infarto no último sábado (23). Com o principal defensor fora de ação, o ex-vereador tentou um movimento ousado.
Ele pediu a dispensa de toda a equipe de advogados. Mas, aí, veio a virada: a Promotoria avisou que, se houvesse mais um adiamento, Jairinho poderia ser transferido de Bangu 8 para Bangu 1, a temida unidade de presos de alta periculosidade. Resultado? Ele recuou e o julgamento prosseguiu.
As acusações e a cronologia da tragédia
Jairinho e a mãe de Henry, Monique Medeiros Costa e Silva, respondem por homicídio, tortura e coação de testemunhas. A condenação ou absolvição depende dos jurados, que compõem o Conselho de Sentença.
O cronograma do julgamento prevê a oitiva de 26 testemunhas, começando pela acusação. O pai de Henry, Leniel Borel, será uma das primeiras pessoas a depor. Depois, virão os peritos, acareações e, por fim, o interrogatório dos acusados.
Para entender a gravidade do caso, vale lembrar a noite de 8 de março de 2021. Henry foi levado ao hospital com 23 lesões pelo corpo. Imagens de câmeras de segurança mostram o menino sendo carregado já sem vida no elevador do prédio onde morava com a mãe e o padrasto.
A justiça está sendo posta à prova. E o desfecho desse julgamento, que promete ser longo e emocionante, pode mudar a forma como o Brasil enxerga a luta contra a violência infantil. Acompanhe, porque essa história está longe do fim.
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