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María Corina defende posse imediata de oposicionista após captura de Maduro
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María Corina defende posse imediata de oposicionista após captura de Maduro

Líder oposicionista pede reconhecimento de Edmundo González como presidente legítimo e comandante das Forças Armadas.

Redação
Redação

3 de janeiro de 2026 ·
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Horas após a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro em Caracas, a líder oposicionista María Corina Machado defendeu a posse imediata de Edmundo González Urrutia como chefe de Estado. Em declaração divulgada neste sábado (3), Machado afirmou que a oposição está pronta para assumir o comando e "fazer valer o mandato popular". A operação que resultou na prisão de Maduro e de sua esposa foi atribuída aos Estados Unidos, que confirmaram a ação e informaram a retirada do presidente venezuelano do país.

Segundo María Corina Machado, vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, González deve ser reconhecido de forma imediata como presidente legítimo e comandante das Forças Armadas. "Esta é a hora dos cidadãos que elegeram Edmundo González como legítimo presidente da Venezuela", afirmou. A fala marca um momento decisivo no país, que enfrenta uma crise política prolongada.

Resposta do governo e reações internacionais

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O governo venezuelano, por meio da vice-presidente Delcy Rodríguez, afirmou não ter informações oficiais sobre o paradeiro de Maduro e exigiu dos Estados Unidos provas de vida do presidente. Caracas também denunciou a ação como uma violação da soberania nacional.

No Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgou nota condenando a ação militar. Lula classificou a captura de Maduro e os bombardeios como uma "afronta gravíssima à soberania da Venezuela" e um risco à estabilidade regional, pedindo uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

Contexto eleitoral e posição de González

Edmundo González, que está exilado na Espanha, se manifestou pelas redes sociais, dizendo-se preparado para liderar uma "grande operação de reconstrução" da Venezuela. González concorreu às eleições de 2024 no lugar de María Corina Machado, que foi impedida de disputar o pleito pela Justiça venezuelana.

Apesar de Nicolás Maduro ter se declarado vencedor da eleição de 2024, a oposição sustenta que teve acesso a atas eleitorais que indicariam vitória de González. O resultado não foi reconhecido por parte da comunidade internacional, aprofundando a crise de legitimidade no país.

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