A primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, negou nesta quinta-feira (09) qualquer ligação com o financista Jeffrey Epstein, acusado de tráfico sexual. Em meio à divulgação de documentos do Departamento de Justiça que citam seu nome e o do presidente Donald Trump, ela classificou as alegações como "mentiras" disseminadas por pessoas sem "ética, humildade e respeito".
Melania Trump declarou que nunca manteve amizade com Epstein e que os encontros sociais em Nova York e Palm Beach eram coincidências comuns em seus círculos. Ela afirmou que o primeiro contato com o financista ocorreu apenas em 2000 e que, na época, desconhecia suas atividades criminosas.
Negativas específicas e pedido por apuração
A primeira-dama foi enfática ao negar qualquer envolvimento. "Nunca participei de atividades com Epstein, nunca estive em seu avião e nem visitei sua ilha", afirmou. Ela também negou ter uma relação com Ghislaine Maxwell, ex-companheira de Epstein, descrevendo uma troca de e-mails entre elas como uma conversa simples e sem importância.
Melania Trump ressaltou que seu nome não aparece em processos judiciais, depoimentos de vítimas ou investigações do FBI. Ela citou que veículos de comunicação como o site The Daily Beast, o consultor político James Carville e a editora HarperCollins UK já tiveram que se retratar publicamente por divulgar informações falsas sobre o caso.
Contexto das investigações e papel do Congresso
Diante das revelações, a primeira-dama pediu que o Congresso dos Estados Unidos avance nas investigações sobre o caso. "Epstein não agia sozinho", declarou, defendendo que as vítimas possam falar publicamente, sob juramento, diante dos parlamentares para esclarecer os fatos e oficializar os depoimentos.
Os documentos do Departamento de Justiça, divulgados após a sanção de uma lei que determinou a publicação dos arquivos, citam nomes de diversas personalidades, incluindo o presidente Donald Trump. O mandatário já declarou publicamente que rompeu relações com Epstein há anos e que não tinha conhecimento de seus crimes.
Conteúdo dos documentos e acusações
O Departamento de Justiça informou que parte dos registros divulgados inclui denúncias feitas por meio de um canal oficial do governo, com acusações envolvendo Epstein e outras pessoas. A pasta destacou que alguns desses documentos contêm acusações falsas e exageradas contra o presidente Trump, enviadas ao FBI pouco antes da eleição de 2020.
A primeira-dama relembrou que conheceu Donald Trump por acaso em uma festa em Nova York, em 1998, encontro que está descrito em seu livro, reforçando a narrativa de que sua vida social com o ex-financista foi limitada e sem vínculos.