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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi, de 68 anos, é alvo de investigação por importunação sexual pela Polícia Civil de São Paulo. A denúncia, revelada pelo site da revista "Veja" nesta quarta-feira (4) e confirmada pelo iG, aponta que o magistrado teria assediado uma jovem de 18 anos durante férias em Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano. Buzzi nega as acusações.

O fato teria ocorrido em 9 de janeiro, quando a jovem, filha de um casal de amigos do ministro, decidiu tomar banho de mar. Segundo o relato da vítima, Buzzi tentou agarrá-la várias vezes. Ela afirmou ter tentado escapar pelo menos duas vezes, mas o ministro insistiu em forçar o contato físico. Após conseguir se soltar, a jovem saiu da água e buscou ajuda dos pais.

Confronto e registro da ocorrência

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Imediatamente após o episódio, a família da jovem confrontou a família de Marco Buzzi e deixou a casa do ministro, onde estava hospedada, no mesmo dia. A família retornou para São Paulo, onde registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil. O inquérito foi notificado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), uma vez que Buzzi tem direito ao foro privilegiado por sua função.

Por meio de nota enviada à revista "Veja", o ministro Marco Buzzi negou as acusações. Ele afirmou que "foi surpreendido com o teor das insinuações divulgadas" e que repudia "toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio". A reportagem do iG tentou contato com a defesa do magistrado, mas não obteve retorno até a publicação.

Posicionamento das autoridades e da defesa

O advogado da jovem, Daniel Leon Bialski, declarou por nota ao iG que, como representante da vítima e de sua família, o mais importante no momento é preservá-los. "Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes", afirmou.

O CNJ informou, também por nota, que o caso tramita em sigilo, conforme determina a legislação brasileira. A medida visa "preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar a exposição indevida e a revitimização". O órgão acrescentou que a Corregedoria colheu depoimentos na manhã desta quarta-feira no âmbito do processo.

O Supremo Tribunal Federal (STF), por sua assessoria de imprensa, respondeu ao iG que não tem informações sobre o caso até o momento. O STJ, tribunal ao qual Marco Buzzi é vinculado, foi contactado pela reportagem, mas ainda não se pronunciou. O espaço para manifestação segue aberto.