A cápsula Orion, batizada de "Integrity", da missão Artemis II da NASA, pousou com segurança no Oceano Pacífico nesta terça-feira (4), marcando o fim bem-sucedido da primeira missão tripulada à órbita lunar em mais de 50 anos. O pouso ocorreu às 17h07 (horário do Pacífico) na costa de San Diego, na Califórnia, com os quatro astronautas a bordo em perfeitas condições de saúde.
A tripulação, composta pelo comandante Reid Wiseman, o piloto Victor Glover e os especialistas de missão Christina Koch e Jeremy Hansen, passou pouco mais de nove dias no espaço. A missão estabeleceu um novo recorde de distância da Terra para humanos, alcançando aproximadamente 406.700 quilômetros (252.760 milhas) de nosso planeta.
Uma jornada histórica e emocionante
Durante a órbita ao redor da Lua, os astronautas registraram imagens inéditas da superfície lunar, testemunharam um eclipse solar total e até nomearam uma nova cratera descoberta. A cratera foi batizada de "Carroll", em homenagem à falecida esposa do comandante Wiseman, que morreu de câncer em 2020.
O administrador da NASA, Jared Isaacman, celebrou o feito. "Estes foram os embaixadores às estrelas que enviamos para lá", declarou Isaacman após o pouso. "Não consigo imaginar uma tripulação melhor. Foi uma missão perfeita".
O caminho para o futuro da exploração lunar
Em uma publicação na rede social X, Isaacman, que também é astronauta comercial, enfatizou o significado do momento. "Os Estados Unidos estão de volta ao negócio de enviar astronautas à Lua e trazê-los para casa com segurança", escreveu. Ele destacou que a Artemis II foi uma missão de teste crucial, a primeira tripulada do foguete SLS e da cápsula Orion, que aceitou riscos reais para pavimentar o caminho para missões futuras.
O sucesso da Artemis II é um marco fundamental no programa Artemis da NASA, que visa retornar humanos à superfície lunar, estabelecer uma base sustentável e, eventualmente, preparar missões tripuladas a Marte.
Agora, a atenção da agência espacial se volta para a Artemis III, missão que pretende pousar a primeira mulher e a primeira pessoa não branca na Lua, atualmente planejada para meados desta década. A análise dos dados coletados pela tripulação da Artemis II será vital para validar os sistemas e procedimentos para esse próximo passo histórico.