Moscou proíbe TODOS de postar sobre ataques de drones: multa de até R$ 1.100 e você pode ser o próximo

Moscou proíbe TODOS de postar sobre ataques de drones: multa de até R$ 1.100 e você pode ser o próximo

Nova regra atinge desde moradores comuns até a imprensa; só o governo pode falar sobre os estragos.

Redação
Redação

14 de maio de 2026

Imagine você, morador de uma grande cidade, acordar no meio da noite com o som de explosões. O que faz? Tira o celular, filma o clarão no horizonte e posta nas redes. Em Moscou, a partir de agora, esse gesto simples pode custar caro — muito caro.

O governo da capital russa anunciou uma proibição radical: ninguém, absolutamente ninguém — nem você, nem a imprensa, nem os serviços de emergência — pode publicar fotos, vídeos ou textos sobre as consequências dos ataques de drones ucranianos. A única exceção? O Ministério da Defesa e os canais oficiais do prefeito Sergei Sobyanin.

O medo de perder o controle da narrativa

A justificativa oficial é evitar a “disseminação de informações falsas”. Mas, nos bastidores, o que está em jogo é o controle total da informação. Enquanto o governo tenta minimizar os danos, os moradores de Moscou vinham sendo a principal fonte de imagens reais dos estragos — vídeos que viralizavam e mostravam a verdade nua e crua.

Um exemplo concreto: um ataque recente a um prédio de luxo a apenas 6 km do Kremlin foi filmado de vários ângulos por curiosos. As imagens mostravam destroços espalhados por uma avenida principal e viaturas de emergência. Esse tipo de conteúdo, agora, é crime.

Quanto custa calar a verdade?

As multas são pesadas para a realidade russa. Um cidadão comum pode pagar até 5.000 rublos (cerca de R$ 275). Mas o pior é para organizações e veículos de imprensa: a multa pode chegar a 200.000 rublos — o equivalente a impressionantes R$ 11.000. Para se ter ideia, o salário médio nacional na Rússia é bem inferior a esse valor.

E não para por aí. A medida foi anunciada em meio a uma escalada de ataques ucranianos justamente na semana do Desfile do Dia da Vitória, uma data simbólica para o regime de Putin. Os drones forçaram o fechamento de aeroportos e até a redução da velocidade da internet móvel para atrapalhar os sinais dos aparelhos.

Um precedente perigoso que ecoa no Oriente Médio

Moscou não está inventando a roda. Em março deste ano, os Emirados Árabes Unidos adotaram regra semelhante durante os ataques de drones iranianos. Lá, as punições são ainda mais severas: estrangeiros podem ser deportados, pegar até dois anos de prisão e pagar multas de até US$ 54 mil.

A pergunta que fica é: até onde vai o controle estatal sobre a informação em nome da “segurança”? E, mais importante: você confiaria em uma versão oficial que precisa calar todos os outros para existir?

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