O aviso urgente de uma mãe após perder o filho de 30 anos para o câncer de cólon: "Ele não tinha chance alguma"

O aviso urgente de uma mãe após perder o filho de 30 anos para o câncer de cólon: "Ele não tinha chance alguma"

Kathy Lemoine revela os sinais ignorados pelo filho saudável e atlético, diagnosticado em estágio 4.

Redação
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16 de maio de 2026

Era janeiro de 2025 quando Andrew Reaster, um jovem de 29 anos, ligou para a mãe reclamando de uma dor de estômago que não passava há três dias. Ele, que sempre foi obcecado pela saúde, tinha uma rotina impecável: alimentação limpa, check-ups odontológicos em dia e um emprego ativo como motorista da UPS. O que ele e a família jamais imaginaram é que aquela dor era o primeiro sinal de uma sentença.

O diagnóstico que veio em 10 minutos

Kathy Lemoine, 58, moradora da Geórgia, conta que levou o filho imediatamente a um gastroenterologista. O médico sentiu algo duro durante o exame de toque retal e marcou uma colonoscopia de emergência. Durante o procedimento, a mãe foi chamada em apenas 10 minutos. "Eles nem conseguiram passar o aparelho por causa do bloqueio", relembra. Em uma semana, a família ouviu a palavra que mudaria tudo: câncer de cólon em estágio 4, já espalhado para o fígado, pulmões e revestimento do estômago.

"Sem tratamento, um mês de vida; com tratamento, seis"

O médico foi direto. A massa era inoperável. Andrew precisaria de quimioterapia e uma colostomia – procedimento que cria uma abertura no abdômen para coletar resíduos. Kathy sentiu o coração sendo esmagado. "Eu não conseguia respirar", diz. Mas, sabendo que Andrew tinha Asperger (transtorno do espectro autista), ela manteve a calma. "OK, querido, nós conseguimos", disse, enquanto por dentro já sabia que o pior estava por vir.

O jovem trabalhou até o dia anterior à cirurgia, obcecado em acertar a papelada do seguro-desemprego. Ele sonhava em remover a bolsa de colostomia e voltar ao trabalho depois de "chutar o traseiro do câncer". A internação prevista de 3 a 5 dias se estendeu por 48 dias, com febres e complicações que revelaram a verdade: seu corpo já estava sendo consumido pela doença.

A escolha impossível de uma mãe

Kathy recebeu o poder de decisão. Sem quimioterapia, Andrew viveria três semanas. Com quimioterapia, havia o risco de não sobreviver à primeira noite. "Foi a decisão mais difícil que já tomei", desabafa. Ela optou pelo tratamento. Sentada ao lado do filho, assistiram a filmes como "Carros" e "Velozes & Furiosos" enquanto ele lutava. Milagrosamente, ele resistiu. Mas a quimioterapia seguinte foi mais agressiva. Seus glóbulos brancos caíram. Ele parou de ir ao banheiro, mesmo com a colostomia.

Em julho de 2025, Andrew completou 30 anos pesando apenas 63 kg – havia perdido mais de 30 kg. Nos últimos dias, ele não queria mais visitas. "Ver como ele estava esquelético era devastador", conta Kathy. Ele sofreu com dores constantes até 9 de agosto de 2025, quando morreu.

O que os jovens precisam saber (e os médicos não contam)

Kathy vive com o peso do arrependimento. "Em retrospecto, eu não deveria ter deixado ele sofrer tanto. Mas se eu o deixasse ir, pensaria que não tentei o suficiente." A verdade é que ninguém imaginava que o câncer de cólon fosse uma ameaça para Andrew. Ele era jovem, não tinha histórico familiar e nunca teve problemas digestivos além daquela dor de estômago. "Ele provavelmente teve pequenos sinais, mas os ignorou", reflete.

Hoje, o câncer de cólon é a doença mais mortal para pessoas com menos de 50 anos. Kathy reativou o Instagram do filho para espalhar informação. Uma foto sua com a legenda "Tenho 29 anos com câncer colorretal estágio 4 e estarei morto em 4 meses" viralizou, alcançando mais de 400 mil pessoas. "Meu filho não tinha a menor chance. Espero que, com mais conscientização, os jovens e seus pais levem isso a sério", conclui.

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