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Imagine herdar a empresa mais valiosa do mundo, com uma marca que vale quase US$ 608 bilhões. Parece um sonho, não é? Mas para John Ternus, o novo CEO da Apple, esse presente de grego esconde um dilema profundo: a Apple já atingiu o seu pico? A resposta, baseada em dados inéditos, pode mudar a forma como você vê a tecnologia no seu bolso.

Enquanto Tim Cook deixa um legado de criatividade premiada e negócios sólidos, um relatório exclusivo da consultoria Lippincott traz um sinal de alerta. A "pontuação de momentum" da Apple – que mede se os consumidores acreditam que os melhores dias da marca estão pela frente – ficou em apenas 53% em 2025. Isso é menos que a Samsung (64%) e muito abaixo da OpenAI (77%). O que está abalando a fé dos fãs?

O Calcanhar de Aquiles da Era Ternus: A Inteligência Artificial

A falta de um recurso de IA matador, o lançamento morno do Vision Pro e as críticas ao iOS "Liquid Glass" podem ter abalado a dominância de design que era inquestionável. Especialistas alertam: se a IA se tornar o principal motivo para escolher uma marca, o hardware – a especialidade de Ternus – perde força como um "fosso" protetor do negócio.

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Dave Mayer, da Lippincott, é direto: "O hardware se torna menos forte como a proteção principal". Em outras palavras, a Apple precisa de mais do que apenas iPhones bonitos e bem construídos para continuar liderando.

Privacidade: A Arma Secreta que Pode Virar um Problema

Aqui está o paradoxo. A obsessão de Cook em posicionar a privacidade como "um direito humano fundamental" construiu uma confiança gigantesca com o usuário. Essa pode ser a grande vantagem da Apple na era da IA. No entanto, essa mesma postura é uma má notícia para o marketing e para a receita futura da empresa.

Analistas do Madison and Wall destacam que Ternus, vindo da área de hardware e não de anúncios, provavelmente defende uma experiência de usuário controlada e integrada, em vez de monetização agressiva por meio de publicidade. Isso significa que esperar anúncios no Apple TV ou mais abertura com dados do usuário pode ser um sonho distante.

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A Pressão por um Novo "Big Bang" Publicitário

A Apple de Cook elevou o patamar do marketing, ganhando até o prêmio de "Criativo do Ano" no Cannes Lions. Campanhas como "Shot on iPhone" conectaram emocionalmente. Mas será que isso basta para o futuro?

Richard Haigh, da Brand Finance, acredita que a empresa pode precisar de uma campanha "realmente inovadora, chamativa e icônica" para se recolocar na vanguarda de sua próxima grande aposta. Ken Segall, executivo que trabalhou na conta da Apple, vai além: ele espera um retorno à paixão crua dos anúncios da era Steve Jobs, que eram eventos para os fãs de tecnologia.

O desafio de Ternus, portanto, é duplo: reinventar a inovação da Apple na era da IA enquanto mantém a alma da marca. O sucesso ou fracasso nessa missão não definirá apenas o valor das ações, mas o próximo gadget que bilhões de pessoas vão desejar ter – e no qual vão confiar seus dados mais íntimos.