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Você já imaginou como seria se as maiores consultorias do mundo e as startups mais inovadoras de inteligência artificial começassem a trabalhar juntas? Pois é exatamente isso que está acontecendo agora, e os números são de tirar o fôlego.

Em uma série de movimentos recentes, gigantes como Google, McKinsey, Accenture e OpenAI estão selando alianças que prometem revolucionar a forma como as empresas adotam IA. E o mais impressionante: cerca de 40% do trabalho da McKinsey já vem de projetos relacionados a inteligência artificial generativa. A BCG também não fica atrás, com 20% de sua atuação focada em IA em 2024.

O dinheiro que está acelerando essa transformação

Na quarta-feira passada, o Google anunciou a criação de um fundo de US$ 750 milhões para ajudar consultorias como McKinsey, Accenture e Deloitte a implementar IA agente em seus clientes. Não é pouca coisa: é como se a gigante das buscas estivesse financiando uma corrida armamentista tecnológica.

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Além disso, a McKinsey e o Google formaram um grupo de trabalho focado em ajudar empresas a sair da fase de identificação de oportunidades de IA para a construção e escalabilidade dessas soluções em toda a organização. É uma ponte direta entre a teoria e a prática.

Por que consultorias e startups precisam uma da outra?

A resposta é simples: a tecnologia está avançando tão rápido que ninguém consegue acompanhar sozinho. Ben Ellencweig, sócio sênior da McKinsey, revelou em entrevista que a empresa quadruplicou seu ecossistema de parceiros tecnológicos desde o lançamento do ChatGPT. O nível de colaboração, segundo ele, "cresceu dramaticamente".

Mas não é só amor à primeira vista. "Há um período de namoro em que nos conhecemos", brinca Ellencweig, explicando que a parceria é uma via de mão dupla. A McKinsey opera com um ecossistema de alianças e aquisições que inclui nomes como AWS, Amazon, Nvidia e OpenAI, tudo para adaptar soluções aos clientes.

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O papel crucial dos consultores na era da IA

Ex-consultores da McKinsey contaram ao Business Insider que essas alianças preenchem uma lacuna de talento essencial: casar os modelos crus que saem dos laboratórios de IA com as necessidades reais das empresas. Afinal, muitos desses modelos simplesmente não estão prontos para o mundo corporativo.

O trabalho dos consultores é trazer esses modelos para o nível empresarial — customizando-os com dados, adicionando proteções adequadas e ajudando os clientes a implementá-los em contextos específicos. É como pegar um motor de Fórmula 1 e adaptá-lo para um carro de passeio.

Uma nova era de parcerias precoces

Andy Triedman, ex-consultor da Bain e hoje sócio da Theory Ventures, revela uma mudança radical: antes do ChatGPT, as parcerias entre startups e consultorias só aconteciam quando as startups atingiam US$ 10 milhões ou mais em receita — o que levava de dois a quatro anos. Agora, elas estão se formando quando as empresas têm apenas US$ 2 milhões a US$ 5 milhões de faturamento, com apenas 12 a 18 meses de vida.

Segundo Triedman, o ecossistema de IA em torno das consultorias se divide em três categorias: startups de software empresarial que se unem a consultorias para distribuir seus produtos, consultorias nativas de IA que competem com as tradicionais, e ferramentas menores de IA que automatizam o trabalho central das consultorias — e que podem se tornar alvos de aquisição.

O futuro já começou, e ele é movido a parcerias estratégicas. Se você pensava que a IA ia substituir os consultores, pense de novo: ela está, na verdade, criando uma nova era de colaboração.