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Você já imaginou ser preso em plena luz do dia, enquanto caminhava tranquilamente em Orlando? Pois foi exatamente isso que aconteceu com o policial penal carioca Luciano de Lima Fagundes Pinheiro, na última sexta-feira (24). Agentes da temida DEA – a mesma agência que caça os maiores traficantes do planeta – o abordaram sem aviso. O que parecia uma simples caminhada se transformou em uma virada brutal de roteiro.

O que ele fez para merecer a atenção da DEA?

A história é digna de um thriller de espionagem. Luciano não era um turista qualquer. Ele estava na lista dos mais procurados da Operação Anomalia, com um mandado de prisão assinado pelo próprio Supremo Tribunal Federal (STF) e seu nome estampado na Difusão Vermelha da Interpol. O motivo? Suspeita gravíssima de tentar atrapalhar a extradição de um traficante internacional de drogas.

Segundo as investigações, o policial penal teria agido para beneficiar Gerel Lusiano Palm, um holandês preso pela Polícia Federal brasileira e apontado como peça-chave do Comando Vermelho. A tentativa de atrasar o processo de extradição do traficante acendeu um alerta máximo nos Estados Unidos.

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O detalhe chocante: ele trabalhava em uma loja de esportes

Aqui o caso ganha um contorno quase surreal. Enquanto era caçado internacionalmente, Luciano levava uma vida dupla em Orlando. Ele trabalhava em uma loja de material esportivo e, mesmo morando nos EUA, continuava recebendo dois salários do governo do Rio de Janeiro: um de R$ 2.963,99 pela Secretaria Estadual de Polícia Penal e outro de R$ 3.234,74 do Instituto de Assistência dos Servidores do RJ. No total, quase R$ 6,2 mil mensais vindos dos cofres públicos fluminenses.

Graças à cidadania portuguesa, ele tinha o direito de entrar e permanecer nos EUA por até 90 dias sem visto. Mas a permanência dele já havia estourado esse prazo, e agora a Justiça americana quer saber se ele estava legalmente no país.

O que acontece agora?

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Luciano passará por uma audiência de custódia nos Estados Unidos, onde um juiz decidirá se ele será deportado imediatamente para o Brasil ou se enfrentará outras acusações por lá. As autoridades americanas também querem entender a fundo a ligação entre o policial penal e o traficante holandês. O desfecho desse caso pode revelar uma teia muito maior de corrupção dentro do sistema prisional brasileiro.

Uma coisa é certa: a vida de Luciano mudou para sempre naquela calçada de Orlando. E a história está longe de terminar.