O verdadeiro motivo por trás da denúncia que liga Mário Frias a emendas públicas para filme sobre Bolsonaro
STF apura desvio de verba pública para cinebiografia; deputado nega e alega perseguição política
Você já imaginou se o dinheiro dos seus impostos estivesse sendo usado para financiar uma produção cinematográfica sobre um ex-presidente? Pois é exatamente isso que o Supremo Tribunal Federal (STF) está investigando agora.
Uma denúncia explosiva, protocolada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB), acusa o deputado Mário Frias (PL) de ter destinado recursos públicos — via emendas parlamentares — para empresas ligadas à produtora do filme sobre Jair Bolsonaro, intitulado Dark Horse.
O que está por trás da investigação que pode mudar tudo?
De acordo com o despacho do ministro Flávio Dino, a que o iG teve acesso, a denúncia aponta que Frias teria direcionado verbas para um conjunto de empresas e entidades controladas por Karina Ferreira da Gama, a produtora responsável pelo longa-metragem. O detalhe que choca: a oficial de Justiça tentou intimar o deputado por três vezes entre março e abril, mas foi sempre informada por assessores de que ele estava em São Paulo, em compromissos de campanha.
— Eles não demonstraram interesse em informar a agenda do parlamentar — relatou a oficial, segundo os autos.
A defesa de Frias: perseguição ou justificativa?
Em suas redes sociais, Mário Frias, que também é produtor executivo do filme, negou veementemente qualquer irregularidade. Para ele, o projeto Dark Horse vem sendo “alvo reiterado de ataques direcionados” por motivações “claramente políticas e ideológicas”.
— Há uma tentativa permanente de descredibilizar a obra perante a opinião pública, investidores e parceiros do setor audiovisual — afirmou o deputado, garantindo que o projeto segue “firme, estruturado e respaldado por profissionais experientes da indústria cinematográfica internacional”.
Mas a polêmica não para por aí: o que os áudios revelam?
A confusão ganhou um novo capítulo com uma reportagem bombástica do The Intercept Brasil, publicada nesta quarta-feira (13). A investigação revelou que o senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência, teria pedido ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro — atualmente preso por fraude financeira — que destinasse R$ 134 milhões para custear o filme. Desse total, Vorcaro teria liberado ao menos R$ 61 milhões. E não é só: áudios divulgados mostram que o senador e o banqueiro trocaram mensagens sobre o assunto.
O iG tentou contato com a ONG presidida por Karina Ferreira da Gama, que, segundo a denúncia, teria recebido a emenda, mas não obteve resposta até o momento.
O que vem agora? O impacto para você e para a política
Enquanto o STF segue apurando os fatos, uma coisa é certa: essa história está longe de terminar. Se as irregularidades forem comprovadas, o caso pode se tornar um dos maiores escândalos de desvio de emendas parlamentares dos últimos anos. Para você, que paga impostos, fica a pergunta: até onde vai o uso do dinheiro público para financiar produções com viés político? A resposta pode vir nos próximos capítulos dessa trama digna de cinema.
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