O verdadeiro motivo por trás da reforma que transformou o maior trevo do Brasil em obra de arte</title>

O verdadeiro motivo por trás da reforma que transformou o maior trevo do Brasil em obra de arte</title>

O Trevão de Ribeirão Preto custou R$ 120 milhões e mudou a vida de 1,5 milhão de pessoas — veja como ele funciona hoje.</summary>

Redação
Redação

23 de maio de 2026

Você já imaginou dirigir por um trevo tão grande que parece uma cidade dentro de outra cidade? Pois é exatamente isso que o Trevão de Ribeirão Preto representa. Mas o que realmente está por trás dessa obra colossal que liga quatro rodovias e recebe mais de 80 mil veículos por dia?

A resposta é mais surpreendente do que você imagina. E envolve um problema que quase ninguém percebia até que fosse tarde demais.

O caos que ninguém via (até explodir)

Em 2013, o trevo Waldo Adalberto da Silveira — o famoso Trevão — já não aguentava mais. Construído originalmente em 1972, ele era uma enorme rotatória de 420 metros de diâmetro que, nos horários de pico, chegava a receber oito mil veículos por hora. O resultado? Colisões frequentes e um trânsito que parava completamente.

O governo estadual percebeu que a estrutura antiga era um perigo ambulante. E foi aí que decidiram fazer algo que mudaria a região para sempre.

R$ 120 milhões depois: o que mudou?

A reforma, executada pela concessionária Autovias e fiscalizada pela Artesp, custou R$ 120 milhões. Parece muito? Pois saiba que o resultado foi algo digno de filme: oito viadutos, 20 acessos e uma passarela de 440 metros para pedestres que também pode ser usada por ciclistas e pessoas com deficiência.

As pistas somam 11,8 quilômetros — o equivalente a mais de 10 campos de futebol enfileirados. E o melhor: foram planejadas para aguentar o trânsito da região pelos próximos 30 anos, segundo o governo de São Paulo.

Mas o que realmente importa para você?

Se você mora em Ribeirão Preto ou região, a mudança é direta: menos congestionamentos, mais segurança e viagens mais rápidas. O governo afirma que a retirada dos cruzamentos diretos entre veículos foi essencial para reduzir acidentes. E os números não mentem: a obra gerou 1,5 mil empregos durante a construção e beneficiou mais de 1,5 milhão de pessoas.

Na época, o então governador Geraldo Alckmin (PSB) chamou o Trevão de "uma das maiores obras do interior do Brasil". E não era exagero: o complexo conecta as rodovias Anhanguera (SP-330), Carlos Tonanni (SP-322), Antônio Machado Sant’Anna (SP-255) e a Avenida Castelo Branco, sendo a principal porta de entrada de Ribeirão Preto.

O que esperar daqui para frente?

Com a reforma finalizada em janeiro de 2015, o Trevão hoje é considerado uma "obra de arte" e um "cartão de visita" da região, segundo a Arteris ViaPaulista. E não para por aí: o governo afirma que o projeto tem uma taxa interna de retorno estimada em 8,2%, ou seja, é eficiente até do ponto de vista econômico.

Então, da próxima vez que você passar pelo Trevão de Ribeirão Preto, lembre-se: ele não é apenas um trevo. É a prova de que, quando o caos vira planejamento, todo mundo ganha.

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