Liberdade inédita: Justiça da Itália anula extradição e solta Carla Zambelli
Suprema Corte italiana revoga decisão e ex-deputada deixa prisão; entenda o que aconteceu agora
Você lembra do dia em que a ex-deputada federal Carla Zambelli embarcou para a Itália, em junho de 2025, após ser condenada a 10 anos de prisão pelo STF? Pois é, a história tomou um rumo completamente inesperado.
Nesta sexta-feira (22), a Suprema Corte de Cassações, a última instância da Justiça italiana, anulou a extradição e determinou a libertação imediata de Zambelli. A decisão, que pegou muitos de surpresa, revogou a sentença anterior da Corte de Apelações da Itália.
O momento da saída da prisão
Em um vídeo que viralizou nas redes sociais, publicado pelo advogado Pieremilio Sammarco, a ex-deputada aparece celebrando a saída da prisão. "É uma vitória da justiça", disse ela, visivelmente emocionada. Mas o que, de fato, levou a Justiça italiana a mudar de ideia?
O processo que resultou na condenação de Zambelli no Brasil envolvia a invasão do sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Ela foi condenada a 10 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático, além do pagamento de 200 dias-multa.
O que muda com a anulação?
Essa decisão da Suprema Corte italiana é válida especificamente para o caso da invasão ao CNJ. Mas não para por aí: há um segundo processo de extradição em andamento, relacionado ao episódio em que Zambelli perseguiu armada o jornalista Luan Araújo, em São Paulo. Nesse caso, ela responde por porte ilegal de armas e ameaça com arma de fogo.
Vale lembrar que, na última quarta-feira (20), o ministro do STF, Alexandre de Moraes, havia determinado que o Ministério da Justiça e o Ministério das Relações Exteriores efetivassem a extradição. O documento foi despachado após a Coordenação-Geral de Extradição informar ao STF a decisão da Corte de Roma, que havia deferido o pedido de extradição.
O que esperar daqui para frente?
Com a libertação, Zambelli está livre na Itália, mas o cenário jurídico continua complexo. O segundo pedido de extradição ainda está em análise, e a ex-deputada pode enfrentar novos desdobramentos. Enquanto isso, o caso reacende o debate sobre os limites da cooperação judicial internacional e o poder das cortes estrangeiras sobre decisões brasileiras.
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