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Você já imaginou viver ao lado de um assassino sem saber? Em Pariquera-Açu, no interior de São Paulo, uma história de terror virou realidade. Elisângela Barbosa de Almeida, de 43 anos, professora dedicada, foi morta pelo próprio marido e enterrada no quintal de casa. O crime chocou a cidade e expõe uma realidade brutal: o lar, que deveria ser o lugar mais seguro, se transformou em uma cova.

O desaparecimento que começou o pesadelo

A irmã de Elisângela foi quem acionou a polícia. Ela não via a professora há cinco dias e, desesperada, registrou o desaparecimento. Foi o estopim para uma investigação que revelaria um crime bárbaro. Os agentes foram até a residência do casal, no bairro Vila São João, e algo já parecia estranho.

Durante uma conversa inicial, o marido, de 39 anos, apresentou inconsistências no depoimento. Mas o que realmente chamou a atenção dos policiais foi um detalhe no jardim: uma área de terra que parecia ter sido remexida recentemente. O cenário era suspeito demais para ser ignorado.

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A confissão e a frieza de um feminicida

Pressionado, o homem não resistiu. Ele confessou que matou a esposa após uma discussão e, em seguida, cavou um buraco no próprio quintal para esconder o corpo. A frieza do ato é estarrecedora. O crime foi registrado como feminicídio, violência doméstica e ocultação de cadáver. Ele foi preso em flagrante e agora responde por seus atos.

Esse caso não é isolado. Dados da Secretaria de Segurança Pública de SP (SSP) mostram que o estado já registrou 56 casos de feminicídio apenas nos dois primeiros meses de 2026. Em janeiro, foram 27 mortes — 21 delas no interior. Em fevereiro, mais 29, sendo 20 no interior. Para comparação, no mesmo período de 2025, foram 42 casos. Em todo o ano passado, o número subiu para 270 vítimas.

O que esses números dizem sobre a nossa segurança?

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Os dados revelam uma escalada assustadora da violência doméstica. Enquanto isso, a história de Elisângela se torna mais um nome em uma estatística que não para de crescer. Cada número representa uma mulher que, como ela, teve sua vida ceifada dentro de casa. O marido, que deveria ser seu parceiro, se tornou seu algoz.

A pergunta que fica é: como evitar que mais mulheres sejam enterradas em seus próprios lares? O caso de Pariquera-Açu é um alerta brutal. A investigação continua, mas a certeza é que, para a família de Elisângela, nada trará de volta a professora que foi silenciada pela violência que deveria ser combatida dentro de cada lar.