Operação militar dos EUA captura Nicolás Maduro na Venezuela
Ação resultou na retirada do presidente venezuelano e da primeira-dama do país e gerou reações internacionais.
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado neste sábado (3) em uma operação militar conduzida pelos Estados Unidos em solo venezuelano. A ação, que contou com helicópteros e tropas de elite americanas, teve início por volta das 3h (horário de Brasília) e resultou na retirada de Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, do território nacional.
A detenção do líder venezuelano foi celebrada por centenas de venezuelanos que se reuniram nas ruas de Santiago, capital do Chile. Os manifestantes, muitos deles exilados políticos e refugiados da crise no país, gritavam frases como "Obrigado, Chile" em apoio à captura.
Reação internacional e condenação do Brasil
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenou publicamente o ataque realizado em território venezuelano e a captura de Maduro. A declaração do governo brasileiro posiciona o país contra a intervenção militar estrangeira na Venezuela.
A operação marca um ponto crítico na longa crise política e humanitária que assola a Venezuela há anos, sob o governo de Maduro, cujo mandato é contestado por parte da comunidade internacional.
Contexto da crise venezuelana
A Venezuela vive uma profunda crise econômica e social desde meados da década de 2010, caracterizada por hiperinflação, escassez de alimentos e medicamentos, e um êxodo massivo de sua população. Estima-se que mais de 7 milhões de venezuelanos tenham deixado o país.
O governo de Nicolás Maduro, no poder desde 2013, tem sido amplamente acusado de autoritarismo, violações de direitos humanos e de ter conduzido eleições consideradas fraudulentas por nações ocidentais e parte da oposição local.
Próximos passos e incertezas
A captura de Maduro por uma potência estrangeira abre um cenário de extrema incerteza para o futuro político imediato da Venezuela. Especialistas em relações internacionais alertam para o risco de instabilidade e de reações violentas de facções leais ao governo deposto.
A comunidade internacional aguarda pronunciamentos formais dos governos dos Estados Unidos e da Venezuela, bem como da Organização dos Estados Americanos (OEA) e das Nações Unidas (ONU), para entender os desdobramentos legais e políticos desta intervenção sem precedentes na região.
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