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O preço do petróleo registra alta de 3,15% nesta quarta-feira, cotado a US$ 106,68 o barril às 9h40 (horário de Brasília), após uma madrugada marcada por uma intensa escalada de violência no Oriente Médio. O barril Brent, referência mundial, chegou a cair quase 3% no início da sessão, mas reverteu o movimento com os novos ataques.

A retomada de operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que respondeu com bombardeios em países do Golfo, foi o principal motor da alta. O conflito mantém elevada a preocupação com o fornecimento global de petróleo, já que o estreito de Hormuz, por onde passa cerca de 20% da produção mundial, segue comprometido.

Violência impulsiona cotações após queda inicial

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O petróleo Brent chegou a cair 2,96% no começo do dia, atingindo US$ 100,35 às 3h15, impulsionado pelo acordo entre Iraque e autoridades curdas para retomar as exportações pelo porto turco de Ceyhan. No entanto, a situação se inverteu com a nova onda de ataques.

O Irã realizou os bombardeios em retaliação à morte de Ali Larijani. Alvos incluíram países que abrigam bases americanas, com registros de mísseis em Israel que deixaram dois mortos em Tel Aviv. O aeroporto de Dubai voltou a ser atacado, e houve interceptações de mísseis e drones no Kuwait, Bahrein e Catar.

Na Arábia Saudita, sistemas de defesa derrubaram drones perto de Riad, enquanto também foram registrados ataques pontuais na Jordânia e no Iraque.

Impacto nos mercados e decisões de juros

Analistas alertam que, se o estreito de Hormuz não for reaberto, os preços do petróleo tendem a subir ainda mais, com impacto direto nos estoques globais e na oferta de energia. A permanência da commodity acima de US$ 100 gera preocupação sobre os efeitos nas decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil, previstas para esta semana.

A expectativa do mercado é de manutenção das taxas pelo Federal Reserve (Fed) e um corte mais moderado da Selic no Brasil, de 0,25 ponto percentual. Os investidores acompanham as projeções econômicas do Fed, diante do risco de inflação mais persistente com a alta do petróleo.

Bolsa sobe e ouro recua

Enquanto isso, os mercados acionários globais operam em alta. Na Ásia, os principais índices subiram, com destaque para Seul e Tóquio. Na Europa, as bolsas também avançam, com exceção de Londres, que registra leve queda. Nos Estados Unidos, os índices futuros indicam abertura positiva.

O ouro segue em queda, refletindo o movimento de ajuste nos mercados. Os títulos do Tesouro americano também avançaram após um leilão robusto, com queda nos rendimentos dos papéis de 10 anos, assim como nos títulos da zona do euro.

O petróleo WTI (West Texas Intermediate), referência nos Estados Unidos, sobe 0,69%, sendo cotado a US$ 96,04.