Publicidade

A fintech Plaid, empresa que conecta aplicações financeiras às contas bancárias dos usuários para pagamentos e verificação de dados, permitiu que seus funcionários vendessem parte de suas ações a uma avaliação de US$ 8 bilhões. A informação foi confirmada pela empresa à TechCrunch nesta quinta-feira.

A nova valorização representa um aumento de 31% em relação aos US$ 6,1 bilhões alcançados em abril do ano passado, quando a companhia de 13 anos levantou uma rodada de US$ 575 milhões liderada pela Franklin Templeton. Na ocasião, parte dos recursos também foi usada para comprar ações dos funcionários.

Valor ainda abaixo do pico histórico

Publicidade

Apesar do novo número, a Plaid ainda está avaliada 40% abaixo do seu pico de US$ 13,4 bilhões em 2021. Naquele ano, as taxas de juros ultrabaixas impulsionaram uma onda massiva de valorizações no setor de tecnologia financeira.

Segundo a empresa, a operação atual visa ajudar os funcionários a cobrir os impostos associados à conversão de Restricted Stock Units (RSUs) em ações. RSUs são uma forma de compensação em ações que vencem após um determinado período.

Tendência de liquidez como ferramenta de retenção

Transações desse tipo têm se tornado cada vez mais comuns entre empresas privadas, que usam a liquidez como uma ferramenta para reter talentos. Exemplos recentes incluem Stripe, Clay, ElevenLabs e Linear.

A Stripe, por exemplo, anunciou esta semana que permitiria a venda de ações por funcionários a uma avaliação de US$ 159 bilhões. Além da retenção e do auxílio com as obrigações fiscais, essas operações aliviam a pressão sobre a gestão para realizar um IPO antes que a empresa esteja preparada.

Contexto e próximos passos

Fundada em 2013, a Plaid atua como uma infraestrutura crucial para o ecossistema fintech, permitindo que aplicativos como Venmo, Robinhood e Coinbase se conectem de forma segura às contas bancárias dos usuários. A empresa já enfrentou desafios regulatórios, incluindo uma ação antitruste movida pelo Departamento de Justiça dos EUA, posteriormente arquivada.

Essas transações de liquidez secundária oferecem uma via para os funcionários de startups em estágio avançado capitalizarem parte de sua compensação em ações, sem que a empresa precise abrir seu capital no mercado público. A prática sinaliza um mercado privado em busca de flexibilidade em um cenário de incertezas sobre os IPOs.