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A plataforma de finanças descentralizadas (DeFi) Drift confirmou nesta segunda-feira (30) que suspendeu temporariamente depósitos e saques após sofrer um ataque cibernético. Em uma publicação na rede social X, a empresa afirmou estar "sofrendo um ataque ativo" e que trabalha para "conter o incidente".

Dados públicos da blockchain e análises de empresas de segurança indicam que os prejuízos podem ser significativos. A empresa de segurança blockchain CertiK estimou, também no X, que os hackers podem ter roubado cerca de US$ 136 milhões. Já a empresa de análises de criptomoedas Arkham calculou o valor em aproximadamente US$ 285 milhões.

Maior roubo do ano

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Se confirmado, o ataque à Drift se tornaria o maior roubo de criptomoedas de 2026, de acordo com o ranking Rekt, site que monitora e lista os maiores furtos do setor por valor. Ainda não está claro quem está por trás do ataque.

Um porta-voz da Drift não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da imprensa sobre os detalhes do ataque e as medidas de mitigação em curso.

Contexto de ataques patrocinados por Estados

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Empresas de segurança do setor apontam que a Coreia do Norte foi responsável pela maior parte dos roubos de criptomoedas no ano passado, obtendo pelo menos US$ 2 bilhões em ativos digitais furtados. Acredita-se que o regime utilize esses fundos para financiar seu programa de armas nucleares e contornar sanções internacionais que restringem seu acesso ao sistema financeiro global.

O incidente com a Drift ocorre em um momento de crescente sofisticação dos ataques ao ecossistema DeFi, que permite transações financeiras sem intermediários tradicionais, como bancos, mas que também apresenta vulnerabilidades exploradas por cibercriminosos.

A plataforma não divulgou um prazo para a retomada completa das operações normais, deixando usuários sem acesso a seus fundos enquanto a investigação interna e as ações de contenção seguem em andamento.