Polícia Federal determina retorno de Eduardo Bolsonaro ao cargo de escrivão
Filho do ex-presidente, que teve mandato cassado, deve se apresentar à corporação para voltar a receber salário público.
A Polícia Federal (PF) determinou, nesta sexta-feira (2), o retorno imediato de Eduardo Bolsonaro (PL) ao cargo de escrivão na corporação. A decisão foi publicada em ato declaratório no Diário Oficial da União (DOU).
Eduardo, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, teve seu mandato de deputado federal por São Paulo cassado por acúmulo de faltas em dezembro de 2025. Com a perda do mandato, para voltar a ter remuneração como servidor público, ele deve se apresentar novamente à PF para regularizar sua situação.
Carreira e remuneração na Polícia Federal
Antes de ingressar na política, Eduardo seguiu carreira na segurança pública. Formado em direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi aprovado em concurso da PF, onde atuou como escrivão. Durante o período como deputado, ele esteve afastado do cargo e não recebia salário pela função.
De acordo com o edital do último concurso público da PF, realizado pelo Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), o salário médio de um escrivão é de R$ 14.164,81, para uma jornada de 40 horas semanais. O valor pode ultrapassar os R$ 20 mil com o avanço na carreira.
Atribuições do cargo de escrivão
As funções do escrivão, conforme o edital da Cebraspe, envolvem o cumprimento das formalidades processuais, incluindo a lavradura de termos, autos e mandados, com observância dos prazos para os procedimentos policiais de investigação.
O profissional também atua nas investigações, acompanhando a autoridade policial em diligências quando solicitado, e é responsável pelo valor das fianças recebidas e pelos objetos apreendidos. Outras atribuições incluem conduzir veículos automotores, cumprir medidas de segurança orgânica e desempenhar atividades administrativas.
Ingresso na carreira
Para ingressar como escrivão da Polícia Federal, é necessário ser aprovado em concurso público e possuir diploma de nível superior em qualquer curso, desde que a instituição seja reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
O último concurso para o cargo ocorreu em 2025, organizado pela Cebraspe em parceria com a PF, com 160 vagas oferecidas. As inscrições foram realizadas entre maio e junho, e as provas ocorreram em julho daquele ano. Ainda não há data definida para um novo certame.
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