Polícia prende dono de adega após morte de adolescente com suspeita de intoxicação
Estabelecimento em São Paulo é investigado por venda de bebida que pode ter causado a morte de jovem de 15 anos.
A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na tarde desta segunda-feira (5), o proprietário de uma adega no bairro de Cidade Tiradentes, na zona leste da capital paulista. O estabelecimento é investigado por envolvimento na morte da adolescente venezuelana Soffia Del Valle Torrealba Ramos, de 15 anos, que faleceu no sábado (3) com suspeita de intoxicação por metanol após consumir uma bebida alcoólica.
A adolescente passou mal após ingerir gin com colegas, que teriam comprado a garrafa no local para comemorar o ano novo. Soffia foi levada ao Hospital Municipal Cidade Tiradentes, onde veio a óbito. A Secretaria de Estado da Saúde investiga o caso como possível intoxicação por metanol, mas ainda não há confirmação oficial da causa da morte.
Ligação clandestina e fogos de artifício
A prisão do comerciante foi realizada pelo 54º Distrito Policial. Durante a ação, foram identificadas ligações clandestinas de energia elétrica e armazenamento irregular de fogos de artifício no estabelecimento. Esses foram os crimes que motivaram a prisão em flagrante.
Em nota ao Portal iG, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) detalhou: “Para auxiliar no esclarecimento das causas da morte da vítima, foram requisitados exames do Instituto Médico-Legal (IML), e demais diligências continuam em andamento para o completo esclarecimento dos fatos”.
Investigação em andamento
A polícia investiga se a garrafa de gin consumida pela adolescente, e que pode conter metanol, foi vendida pela adega. O metanol é uma substância tóxica, diferente do etanol presente em bebidas alcoólicas comuns, e pode levar à morte mesmo em pequenas quantidades.
As autoridades aguardam os resultados dos exames toxicológicos realizados pelo IML para confirmar ou descartar a hipótese de intoxicação como causa do óbito. Enquanto isso, as investigações sobre a origem da bebida e as condições de funcionamento do comércio continuam.
A SSP reforçou que todas as medidas estão sendo tomadas para elucidar o caso, que mobiliza a comunidade local e levanta alertas sobre a venda de produtos adulterados.
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