Preço da gasolina dispara para o maior nível desde 2022; entenda o que está por trás da alta<
Com média nacional a R$ 4,51, encher o tanque neste feriado pode custar mais de R$ 200<
Se você está planejando pegar a estrada neste feriado, prepare o bolso. O preço médio da gasolina nos Estados Unidos atingiu o maior patamar desde 2022, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia provocou um choque global nos preços do petróleo.
Neste momento, abastecer o carro para uma viagem de 80 km já sai por mais de R$ 200 na maioria dos estados. E o pior: a tendência é que os valores continuem subindo.
O número que vai te fazer repensar a viagem
De acordo com dados da AAA, a média nacional do galão de gasolina comum está em US$ 4,51 — o valor mais alto dos últimos três anos. Isso representa um aumento de 4 centavos em relação ao mês passado e impressionantes US$ 1,32 a mais do que no mesmo período do ano anterior.
Para se ter uma ideia, a Califórnia lidera o ranking com o galão a US$ 6,11, enquanto Indiana aparece como o estado mais barato, com US$ 3,93.
E não é só o preço que assusta: a AAA projeta que quase 40 milhões de americanos vão dirigir pelo menos 80 km de casa entre quinta e segunda-feira deste feriado do Memorial Day. Uma multidão que vai sentir o peso no bolso.
O verdadeiro motivo por trás da explosão dos preços
O que está por trás dessa escalada? A resposta tem nome e sobrenome: a guerra entre EUA e Israel contra o Irã. Após os primeiros ataques, o Irã fechou quase completamente o Estreito de Ormuz — uma passagem por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito do mundo.
Com o bloqueio, os preços do petróleo dispararam globalmente, forçando países a adotarem medidas de economia de energia. E o reflexo chegou direto na bomba de combustível.
"A demanda por viagens continua forte e, apesar dos preços mais altos, muitas pessoas estão priorizando o lazer nos feriados", disse Stacey Barber, vice-presidente da AAA Travel, em comunicado.
Uma luz no fim do túnel? Depende de quem você pergunta
No sábado, o presidente Donald Trump afirmou que um acordo entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz está "amplamente negociado". Em uma postagem no Truth Social, ele escreveu que "o Estreito de Ormuz será aberto" e que "ambos os lados devem ter calma e fazer tudo certo".
A declaração fez o petróleo despencar: o Brent caiu 5,7%, para US$ 97,66 o barril, e o West Texas Intermediate recuou 5,9%, para US$ 90,91. Mas, calma: não corra para o posto ainda.
Especialistas alertam que o alívio pode demorar a chegar ao consumidor. Isso porque os preços do combustível no varejo costumam acompanhar o petróleo com atraso — o combustível vendido hoje foi comprado a preços mais altos semanas atrás.
"Já estivemos nesse estágio antes, e as negociações fracassaram. O mercado deve ser cauteloso", afirmou Warren Patterson, chefe de estratégia de commodities do ING.
Em outra postagem no domingo, Trump disse que não tem pressa: "Ambos os lados devem tomar seu tempo e acertar. Não pode haver erros!"
Ou seja, a volatilidade deve continuar. E, enquanto isso, o preço na bomba segue subindo.
O que você pode fazer? Planeje sua viagem com antecedência, pesquise os postos mais baratos no trajeto e, se possível, considere opções de transporte alternativas. O bolso agradece.
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