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Os preços do petróleo registraram nova alta neste domingo (31), em meio à guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que entra em sua quinta semana. A tensão no Estreito de Hormuz, via crucial para o transporte de combustíveis, continua a pressionar o mercado global.

O barril de Brent, referência internacional, atingiu US$ 115,73 com a reabertura dos mercados, um aumento de US$ 3 em relação ao pico de sexta-feira, de US$ 112,57. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência norte-americana, chegou a US$ 103,13.

Impacto no abastecimento e nos preços

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A escalada dos preços começou quando EUA e Israel iniciaram bombardeios ao Irã no final de fevereiro, e o governo iraniano retaliou fechando virtualmente o Estreito de Hormuz. Cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo e gás natural liquefeito passa por essa rota marítima na costa do Irã.

Além disso, centros petrolíferos importantes em todo o Oriente Médio foram danificados durante o conflito, tensionando ainda mais a cadeia de abastecimento global.

Para os consumidores norte-americanos, o impacto é direto nos postos de gasolina. A média nacional do galão de gasolina atingiu US$ 3,98 no domingo, contra US$ 2,98 registrados em fevereiro. Para tentar conter a incerteza econômica, a Agência Internacional de Energia (IEA) já liberou 400 milhões de barris de petróleo de uma reserva estratégica.

Esforços diplomáticos e perspectivas

Enquanto o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, afirmou em 8 de março que a guerra não seria "de longo prazo", nem a administração norte-americana nem autoridades iranianas sinalizaram um plano de saída. Um relatório do jornal The Washington Post de sábado (30) indicou que o Pentágono se prepara para semanas de operações terrestres no Irã.

Diante do cenário, líderes globais pressionam pela desescalada. O ministro das Relações Exteriores do Paquistão, Mohammad Ishaq Dar, se reuniu neste domingo e segunda-feira (1º) em Islamabad com colegas do Egito, Arábia Saudita e Turquia para discutir o fim do conflito.

Em declaração publicada no X (antigo Twitter), Dar afirmou que o grupo teve uma "discussão muito detalhada e aprofundada" sobre a situação regional. "Também discutimos as possíveis formas de trazer um fim precoce e permanente para a guerra na região", disse. "Concordamos que a guerra não favorece ninguém e só levaria à morte e destruição."

O chanceler paquistanês acrescentou que tanto os EUA quanto o Irã "expressaram confiança no Paquistão" para auxiliar nas conversas de paz. "Permanecemos ativamente engajados com a liderança dos EUA também, como parte de nossos esforços para desescalar a situação e encontrar uma resolução pacífica para o conflito", completou Dar.